Crédito Malparado atinge valor mais elevado desde Novembro

Malparado atinge valor mais elevado desde Novembro

O montante de crédito vencido na carteira dos bancos nacionais voltou a aumentar em Abril. O financiamento às famílias foi o grande responsável por esta evolução.
Malparado atinge valor mais elevado desde Novembro
Bruno Simão/Negócios
Raquel Godinho 14 de junho de 2017 às 12:55

As instituições financeiras nacionais tinham, no final de Abril, 15.824 milhões de euros em crédito malparado, de acordo com os dados publicados pelo Banco de Portugal esta quarta-feira, 14 de Junho. Um montante que supera os 15.670 milhões de euros registados um mês antes. Este valor é mesmo o mais elevado desde Novembro, quando ascendia a 17.583 milhões de euros.


Os empréstimos aos particulares foram os responsáveis por este crescimento. O montante de crédito de cobrança duvidosa relativo às famílias ascendeu a 4.774 milhões de euros, mais do que os 4.467 milhões de euros de Março. Este valor representa 4,10% de todo o dinheiro emprestado às famílias.


Por segmentos, no crédito à habitação, o crédito de cobrança duvidosa ascendeu a 2.132 milhões de euros, mais do que os 2.119 milhões de euros fixados em Março. Isto significa que, do total emprestado para a compra de casa, 2,27% está dado como malparado.


No crédito ao consumo, o crédito malparado ascendeu a 767 milhões de euros, ou 5,55% do total financiado. Já nos empréstimos para outros fins, 1.875 milhões de euros estavam registados como crédito de cobrança duvidosa, ou 21,7% do total concedido. Trata-se mesmo do valor mais elevado desde que o Banco de Portugal começou a publicar estes dados em Dezembro de 1997.


No que diz respeito às empresas, a tendência foi diferente. O montante de crédito malparado totalizou os 11.050 milhões de euros, aquém dos 11.203 milhões de euros registados um mês antes. Assim, de todo o dinheiro concedido às sociedades não financeiras, 14,8% está registado como crédito vencido.

 




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comentários mais recentes
Anónimo 14.06.2017

As reformas pararam e o despesismo com salários injustificáveis e futuras pensões disparou, iniciando a contagem decrescente para o próximo resgate à República. O engano ou ilusão que se viveu entre 2005 e 2010 está a ser minuciosamente replicado pelo novo governo socialista. Não tenhamos dúvidas disto. Portugal julga-se imune à quarta revolução industrial e mais uma vez opta por não participar nela ou não se adaptar a ela julgando ser possível viver como economia de elevado rendimento usando o paradigma do funcionalismo público excedentário alavancado pelo crédito bancário e tendo uma fé inabalável no turismo.

Anónimo 14.06.2017

Porreiro pá.

Anónimo 14.06.2017

Party like it's 2007.

Conselheiro de Trump 14.06.2017

Eu penso q isto funciona assim:se os bancos nao emprestam sem exigencias podem fechar portas,eles mesmo com tudo bem confeccionado a favor do cliente,o cliente ainda faz o compasso de espera para criar suspance.A canhotada pede a reestruturacao da divida mas nao deixa de carregar nela.

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