Mercados Malparado cai, famílias reduzem depósitos e banca diminui financiamento à economia

Malparado cai, famílias reduzem depósitos e banca diminui financiamento à economia

O crédito malparado dos particulares diminuiu, em Maio, pela primeira vez em cinco meses. O volume dos novos depósitos caiu e a banca emprestou menos 270 milhões às famílias e empresas.
Sara Antunes 19 de julho de 2012 às 12:11
A banca emprestou, em Maio, 4,05 mil milhões de euros às famílias e empresas portuguesas, menos 6,25%, ou 270 milhões de euros, do que no mês anterior, de acordo com os dados do Banco de Portugal. Quando comparado com igual período do ano passado, a queda dos novos financiamentos é de 16,71%, ou 813 milhões de euros.

A quebra dos novos financiamentos foi observada quer no caso das famílias quer no das empresas.

A banca tem vindo a reduzir o financiamento à economia devido à conjuntura. Com a crise financeira e consequente crise de dívida europeia o acesso da banca portuguesa ao mercado para se financiar tornou-se uma missão quase impossível. Assim, o recurso ao Banco Central Europeu (BCE) acaba por ser o único veículo para se financiarem. E, de facto, a exposição da banca nacional à autoridade monetária cresceu para níveis nunca vistos, em Junho, superando os 60 mil milhões de euros.

Já o crédito malparado entre as famílias portuguesas caiu, em Maio, pela primeira vez em cinco meses, sobretudo devido à descida observada no crédito à habitação. Entre as empresas continuou a subir, atingindo um novo máximo histórico.

O crédito malparado entre os particulares caiu de 3,60% do total, em Abril, para 3,52%, em Maio, de acordo com os dados preliminares divulgados esta segunda-feira pelo Banco de Portugal. No total, os bancos têm 4,8 mil milhões de euros em crédito malparado de particulares. Já as empresas são responsáveis por 9,4 mil milhões de euros. Entre as empresas, o incumprimento continua a subir, tendo atingido, em Maio, os 8,5%, o que também corresponde ao valor mais elevado desde que há histórico (Dezembro de 1997).

No que respeita aos depósitos, famílias e empresas depositaram menos dinheiro nos bancos durante o mês de Maio. A queda das novas operações é de 2,3 mil milhões de euros. Os bancos portugueses receberam 17,65 mil milhões de euros em depósitos das famílias e empresas, uma descida de 11,56%, ou 2,3 mil milhões de euros, face ao mês de Abril, e de 4,46%, ou 824 milhões quando comparado com igual período do ano passado.

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comentários mais recentes
Anónimo 19.07.2012

tudo pras obrigacoes do continente
e pagam comicao a banca.

Anónimo 19.07.2012


Devia governar quem sabe e não quem ganha eleições.

oiçam os políticos. Oiçam como querem aterrorizar as pessoas que isto é melhor do que ditadura. Pudera, têm uma vida de privilegiados. Alguma vez num sistema sem partidos, se admitia que os políticos fizessem da vida das pessoas o que bem querem? As ameaças a que somos sujeitos por dá cá aquela palha? Multas e multas e multas e não se paga uma e ficam-nos com a casa? Alguma vez o Salazar fez isto? Estes democratas infernizam a vida por causa do dinheiro que os mantém no luxo. Arranjam as leis que nos lixam e que os favorecem e defendem. Fica mais depressa penhorado quem deve ao fisco 100 euros do que quem rouba milhares de milhões no BPN.

E nós continuamos a comer disto. Intenção de voto: PSD e PS.

Merecemos outra coisa? Não merecemos.

Felizes, não dos que acreditam sem ver mas do que emigram sem olhar para trás.

Anónimo 19.07.2012

Obviamente, o guito saiu dos depósitos... Não comecem a inventar fuga aos depósitos e levantamentos para fazer face à crise.
Sobre diminuição de crédito, é o que se faz a qq drogado; diminuir a dose daquilo que lhe fez mal...

1ab 19.07.2012

Os bancos estão-se nas tintas para a economia. Por isso não merecem os nossos depósitos, até pelos juros que pagam comparados pelos que recebem. Para quem não tenha o suficiente que justifique colocá-lo fora do país, vale mais tê-lo em casa, por dois motivos: 1º está mais seguro- 2º não alimentamos chulos.
Como se pode entender que os bancos tenham sido recapitalizados há poucas semanas e não emprestem um cêntimo à economia real? só têm para negociatas agiotas!...

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