Crédito Malparado das famílias em mínimos de quatro anos

Malparado das famílias em mínimos de quatro anos

A taxa de incumprimento das famílias portuguesas baixou, no final de Dezembro, para o valor mais baixo desde Janeiro de 2013.
Malparado das famílias em mínimos de quatro anos
Bruno Simão/Negócios
Patrícia Abreu 14 de fevereiro de 2017 às 13:39

O crédito de cobrança duvidosa das famílias portuguesas continua a diminuir. O "stock" de crédito malparado nas mãos de clientes particulares atingiu, em Dezembro, menos de 4%, o valor mais baixo desde Janeiro de 2013.


O montante de crédito vencido das famílias atingiu os 4.534 milhões de euros, no final de Dezembro, segundo dados divulgados esta manhã pelo Banco de Portugal. Este valor é inferior aos 4.766 milhões de euros registados em Novembro e equivale a 3,87% do "stock" de crédito no segmento de clientes particulares (117.296 milhões de euros).


A contribuir para esta tendência continua o crédito à habitação. Dos 94.780 milhões de euros alocados em crédito para comprar casa, havia no final de Dezembro 2.331 em crédito vencido, o que representa uma taxa de incumprimento de 2,46%.


Já no crédito ao consumo, a proporção de crédito vencido continua a ser significativamente superior. Ainda assim, a taxa de incumprimento baixou, no final do ano para 6,17% do "stock", abaixo dos 7,34% fixados em Novembro.


Nas empresas, o crédito vencido atingiu, no final de Dezembro, 12.092 milhões de euros, o que representa uma taxa de incumprimento de 15,7% face ao "stock" de 77.037 milhões de euros financiados a este segmento. 




A sua opinião0
Este é o seu espaço para poder comentar o nosso artigo. A sua opinião conta e nós contamos com ela.
Faltam 300 caracteres
Negócios oferece este espaço de comentário, reflexão e debate e apela aos leitores que respeitem o seu estatuto editorial, promovam a discussão construtiva e combatam o insulto. O Negócios reserva-se ao direito de editar, apagar ou mesmo modificar os comentários dos seus leitores se atentarem contra o bom senso e seriedade.O acesso a todas as funcionalidades dos comentários está limitada a leitores registados e a Assinantes.
comentar
pub
pub
pub
pub