Crédito Malparado das famílias e empresas mantém-se acima dos 18 mil milhões de euros

Malparado das famílias e empresas mantém-se acima dos 18 mil milhões de euros

O crédito de cobrança duvidosa das famílias diminuiu, em Agosto. Já o malparado das empresas voltou a aumentar.
Malparado das famílias e empresas mantém-se acima dos 18 mil milhões de euros
Bruno simão
Raquel Godinho 11 de Outubro de 2016 às 14:00

As instituições financeiras tinham, no final de Agosto, 18.031 milhões de euros em crédito de cobrança duvidosa. Este valor supera ligeiramente os 18.016 milhões de euros relativamente ao mês anterior, de acordo com os dados do Banco de Portugal publicados esta terça-feira. Depois de dois meses de queda, o malparado voltou a crescer.


A justificar este aumento está essencialmente o crédito de cobrança duvidosa nas empresas. Neste segmento, os bancos têm 12.960 milhões de euros em crédito de difícil recuperação. Este montante supera os 12.926 milhões de euros atingidos no mês anterior. O montante registado em Agosto representa 16,48% de todo o crédito concedido a empresas.


Em Abril e Maio, contudo, o montante de crédito malparado nas empresas chegou a superar os 13 mil milhões de euros.


Mas nas famílias o crédito malparado cumpriu três meses consecutivos de quedas. Em Agosto, este valor atingiu os 5.071 milhões de euros, o que representa 4,29% de todo o dinheiro emprestado a particulares. Em meados do ano passado, o malparado chegou a superar os 5,4 mil milhões de euros.


Por segmentos, o malparado no crédito à habitação atingiu os 2.608 milhões de euros, ligeiramente acima dos 2.606 milhões de euros relativos ao mês anterior. Trata-se de 2,72% de todo o dinheiro concedido para este fim.


Já no crédito ao consumo, o malparado totalizou os 955 milhões de euros, ou 7,42% do saldo de empréstimos. E, no crédito para outros fins, 1.507 milhões de euros são de difícil recuperação. Este valor representa 16,26% do total concedido.




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Anónimo Há 3 semanas

se os bancos emprestam dinheiro mas se sabem que não vão reaver, fechem a tasca e mandem esses gajos roçar mato.

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