Bolsa Marques da Cruz também reforça na EDP, depois de Mexia e Lopes Teixeira

Marques da Cruz também reforça na EDP, depois de Mexia e Lopes Teixeira

Os três administradores da eléctrica aproveitaram as quedas recentes da empresa em bolsa para reforçarem as suas participações. Marques da Cruz mais do que duplicou a sua.
Marques da Cruz também reforça na EDP, depois de Mexia e Lopes Teixeira

O administrador-executivo da EDP, João Marques da Cruz, duplicou a sua presença no capital da energética no final da semana passada, aproveitando a queda recente nos títulos da empresa provocada pela incerteza em relação às políticas do Presidente eleito dos EUA, Donald Trump.

À semelhança do que fizeram o CEO António Mexia e o responsável financeiro Rui Lopes Teixeira, Marques da Cruz ampliou a sua carteira de títulos durante a série de quedas verificadas nos últimos dias da semana.

Assim, de acordo com o comunicado enviado esta terça-feira, 15 de Novembro, à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), o número de acções detidas pelo administrador passou de 41.378 para 81.378. Ou seja, comprou 40 mil títulos, ao preço de 2,727 euros por acção, num investimento aproximado de 109 mil euros.

Uma aquisição feita na sexta-feira passada, 11 de Novembro, dia em que a empresa fechou a terceira sessão de desvalorizações, a cair 1,07% para 2,67 euros, numa semana marcada pela vitória de Trump, aumentando a expectativa de que, como prometeu nas eleições, recue na aposta nas renováveis feita nos EUA pela Administração Obama. A participada EDP Renováveis tem uma elevada exposição ao mercado norte-americano.

No mesmo dia (11), o responsável financeiro Rui Lopes Teixeira tinha notificado a aquisição de mil títulos a um preço que se cifrou em 2,709 euros, acabando com 8.333 acções. Na véspera, a 10 de Novembro, tinha sido António Mexia a comprar um bloco de 10 mil acções, que aumentou a sua carteira para um total de 91 mil títulos. O investimento associado ascendeu a 27,89 mil euros.

Ao todo, os três administradores investiram quase 140 mil euros (139.679 euros) nas aquisições dos últimos dias.

Os dirigentes de uma empresa cotada têm de comunicar à CMVM "todas as transacções efectuadas por conta própria, de terceiros ou por estes por conta daqueles, relativas às acções daquele emitente ou aos instrumentos financeiros com estas relacionados", já que, como têm conhecimento da evolução das empresas, as suas decisões de investimento podem ser avaliadas pelos investidores.

Os títulos da EDP encerraram esta terça-feira com os primeiros ganhos em cinco sessões, a valorizar 1,82% para 2,685 euros.




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