Bolsa Maus resultados da Apple e petróleo atiram Wall Street para o vermelho

Maus resultados da Apple e petróleo atiram Wall Street para o vermelho

As principais praças norte-americanas iniciaram a sessão no vermelho, isto depois de na terça-feira a Apple ter divulgado a primeira quebra anual de receitas desde 2001.
Maus resultados da Apple e petróleo atiram Wall Street para o vermelho
Reuters
David Santiago 26 de Outubro de 2016 às 14:40

O índice Standard & Poor’s 500 abriu a sessão desta quarta-feira, 26 de Outubro, a perder 0,50% para 2.132,68 pontos. Também o industrial Dow Jones começou o dia a recuar 0,50% para 18.078,36 pontos, enquanto o tecnológico Nasdaq Composite iniciou a sessão a cair 0,61% para 5.251,340 pontos. 

 
A pressionar o sentimento dos investidores estão os resultados divulgados esta terça-feira pela Apple já depois de encerramento das negociações em Wall Street.

 
A marca da maçã registou um lucro de 1,67 dólares por acção no seu quarto trimestre fiscal, que terminou em 24 de Setembro, abaixo dos 1,96 dólares por acção registado no período homólogo de 2015. Já as receitas caíram pela primeira vez desde 2001.

 
Também a penalizar as principais praças norte-americanas está a tendência de queda do preço do petróleo nos mercados internacionais, que se acentuou depois de revelado que as reservas petrolíferas dos Estados Unidos aumentaram.

 
Se o West Texas Intermediate (WTI), negociado em Nova Iorque, segue a cair 1,62% para 49,15 dólares por barril, em Londres o Brent já tocou mesmo em mínimos de três semanas. Isto numa altura em que ganham força as dúvidas sobre o real compromisso da Rússia em, conjuntamente com a OPEP, chegar a um acordo que permita limitar a produção petrolífera de forma a incentivar uma subida dos preços da matéria-prima.

 
Os resultados divulgados ontem por empresas de consumo também não foram animadores, o que elevou a preocupação dos investidores em relação ao que terão sido os gastos das famílias.

 
Por outro lado, as atenções estão cada vez mais voltadas para as eleições presidenciais agendadas para o próximo dia 8 de Novembro e para o momento que a Reserva Federal dos Estados Unidos irá escolher para determinar um novo aumento da taxa de juro directora.



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