Bolsa Mercados acalmam depois da maior queda desde o Brexit

Mercados acalmam depois da maior queda desde o Brexit

A vitória de Donald Trump provocou uma reacção imediata nos mercados. Poucas horas depois, os mercados estão a acalmar. As bolsas europeias já caem menos de 1%, o euro sobe menos de 0,5% e o petróleo perde cerca de 1%.
Mercados acalmam depois da maior queda desde o Brexit
Bloomberg
Sara Antunes 09 de Novembro de 2016 às 10:07

Donald Trump venceu as eleições e será o 45.º presidente dos EUA, falta apenas conhecer a dimensão real da vitória do candidato republicano. Nesta altura, levando em linha de conta os resultados já conhecidos e as projecções da CNN, Trump já garantiu 288 votos no colégio eleitoral. Precisava de apenas 270 para ser eleito. Hillary Clinton está bastante distante dessa marca, tendo apenas 215 votos.

Estes resultados provocaram quedas acentuadas nas praças europeias, na Ásia, nos futuros do S&P500, no dólar e no petróleo. Mas a pressão já foi aliviada, algo para o qual terá ajudado o discurso de Trump, que prometeu duplicar o crescimento económico e reconstruir o país, com obra pública que dará trabalho a muitos americanos. "Agora que a campanha terminou, o nosso trabalho neste movimento está realmente agora a começar. Temos de começar a trabalhar para o povo americano". O próximo presidente dos EUA deixou mensagens que tentou ser de união para os americanos, mas também mensagens para o exterior, salientando estar disponível para se dar bem com todas as outras nações "dispostas a darem-se bem connosco".

Este discurso ajudou a que o pânico que se estava a viver nos mercados acalmasse. As bolsas europeias, que estavam a cair mais de 5% antes da abertura, estão a recuar agora menos de 1%. O Stoxx 600, que agrega as 600 maiores cotadas europeias, recua apenas 0,5% para 333,22 pontos, ainda que alguns índices continuem a recuar mais de 1%, como o espanhol, o grego e o italiano.

 

Já os futuros do S&P, que estiveram a cair mais de 5%, estão agora a ceder 1,80%.

 

O euro, que esteve a subir 2,5%, segue a apreciar apenas 0,35% para 1,1065 dólares, com a moeda americana a aliviar as quedas frente às congéneres.

 

Já o petróleo, que nos EUA, esteve a deslizar mais de 4%, está a ceder 1,31% para 44,39 dólares, no caso do West Texas Intermediate (WTI), transaccionado em Nova Iorque. Já o Brent, transaccionado em Londres, está a recuar 1,06% para 45,55 dólares, tendo chegado a depreciar 3,56%.

 

"As reacções não são tão más como esperaria, mas ainda é cedo", afirmou à Bloomberg Martin van Vliet, estratega no ING. "Claramente não é tão terrível como muita gente esperava há umas horas. Toda a gente está agora a pensar nas ramificações no longo prazo."




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comentários mais recentes
surpreso Há 3 semanas

Acham que o milionário Trump é anti-capitalista?

johnny Há 3 semanas

Ai jesus que é o fim do mundo
Ganhou um candidato que defende o povo que construiu o seu país.
isso é uma barbaridade inimaginável.
Já agora uma pergunta de matemática, se com o BREXIT foi o fim do mundo, agora como +e que é ?
2x o fim do mundo ou fim do mundo ^2 ou fim do mundo + fim do mundo?

Francisco António Há 3 semanas

Hillary e o seu Bill estiveram no casamento do agora eleito presidente ! Portanto pelo Natal continuará a nevar e Nova Iorque continuará no mesmo sítio para celebrar a habitual passagem de ano ! Ah ! E os hamburgers da Mc Donald continuarão a sair como antes da eleição !!!

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