Obrigações Ministério das Finanças: “A decisão da DBRS reflecte os legados da crise”

Ministério das Finanças: “A decisão da DBRS reflecte os legados da crise”

O Ministério das Finanças, em comunicado, começa por assinalar que a agência de notação financeira “reconhece o progresso que se tem verificado nos principais desafios que ainda se colocam ao país”. Acrescentando que “a decisão reflecte os legados da crise, em particular no endividamento e nos créditos em risco”.
Ministério das Finanças: “A decisão da DBRS reflecte os legados da crise”
Bruno Simão/Negócios

O Ministério das Finanças emitiu um comunicado logo após a DBRS ter comunicado ao mercado que manteve o "rating" português, como o grau de investimento, com perspectiva estável. No documento, o Ministério tutelado por Mário Centeno (na foto) adianta que a agência de notação financeira canadiana, a única que considera ainda a dívida nacional em categoria de investimento, "reconhece o progresso que se tem verificado nos principais desafios que ainda se colocam ao país".

"A decisão reflecte os legados da crise, em particular no endividamento e nos créditos em risco, desafios sobre os quais o Governo tem actuado, bem como o facto de Portugal ter excedido as expectativas do mercado no que toca ao crescimento económico, à consolidação orçamental e à estabilização do sector financeiro", refere o comunicado.

O Ministério das Finanças considera ainda que "o progresso estrutural no desempenho da economia e no equilíbrio das contas públicas são prova de que Portugal tem hoje condições sólidas para crescer de forma sustentável".

O comunicado termina assinalando que "o reconhecimento dos bons resultados económicos e financeiros serve de âncora à classificação de Portugal com o grau de investimento, o que é reflectido nas análises de crédito mais construtivas".

DBRS manteve "rating" de Portugal

A Dominion Bond Rating Service (DBRS) reiterou a classificação da dívida soberana de longo prazo de Portugal em "BBB" (baixo) [qualidade de crédito adequada, que é o último nível da categoria de investimento], sendo que a perspectiva continua "estável".

A decisão da DBRS ficou assim em linha com o consenso dos analistas, que anteviam que o rating se mantivesse um nível acima de "lixo" e que também o "outlook" permanecesse estável.

No relatório divulgado esta sexta-feira, 21 de Abril, a DBRS justifica a manutenção do "rating" da dívida de longo prazo de Portugal com vários factores positivos: ser membro da Zona Euro e aderir à estrutura de governança económica da União Europeia; possuir uma estrutura favorável da maturidade da dívida pública, bem como um pequeno excedente das contas correntes.

 

No entanto, deixa um alerta: "Portugal também se depara com desafios substanciais, incluindo os elevados níveis de endividamento no sector público e privado, o baixo potencial de crescimento, as pressões orçamentais e o elevado endividamento do sector corporativo".


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mais votado Anónimo 21.04.2017

Dijsselbloem diz-te a ti, à esquerda, ao sindicalismo marxista, ao keynesianismo despesista e ao capitalismo de compadrio que reina incólume em Portugal, o que é que os legados, se inteligentemente aproveitados, fazem ou não fazem pelos países. Da próxima vez vai ver Eindhoven, a Euronext de Amesterdão, o Porto de Roterdão a ser automatizado magistralmente...

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Anónimo 21.04.2017

E a falta de transparência deste Governo! Não é capaz de evidenciar as receitas extraordinários obtidas em 2016. Nem o Plano de Recapitalização da CGD (mesmo que ajustado) mostra aos deputados!. O plano de recapitalização do BCP é público (quem quiser pode ir ao site): Deviam baixar o rating!

pertinaz 21.04.2017

RAIOS !!!

MANTEVE O RATING ???

PERSPECTIVA ESTÁVEL ???

ENTÃO NÃO ESTAMOS A MELHORAR ???

SE DBRS AGE ASSIM... ESTAMOS MESMO MAL ... !!!

Anónimo 21.04.2017

A corrupção é a maior aliada do excedentarismo. Onde há uma, existe a outra. Ambas são duas faces da mesma moeda. Da má moeda chamada despesismo. A missão e propósito dos bons governantes, com ou sem a ajuda e orientação de técnicos e outros recursos do FMI, da UE e da OCDE, é criar condições para expulsar essa má moeda e não a deixar voltar a circular nas nossas economias e sociedades.

Anónimo 21.04.2017

Para este atrasado do Centeno a culpa é sempre dos outros! As agências de rating já não vão em cantigas e floreados!

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