Obrigações Moody’s: Itália e Portugal sem grande margem para absorverem choques

Moody’s: Itália e Portugal sem grande margem para absorverem choques

A Moody’s realçou que Itália e Portugal não têm grande capacidade de responder a uma combinação de choques nas taxas de juro e no crescimento.
Moody’s: Itália e Portugal sem grande margem para absorverem choques
Bloomberg
Rui Barroso 07 de fevereiro de 2017 às 10:33

A Moody’s não considera que a Europa viva uma crise semelhante à de 2012. "Há um equilíbrio pós-crise. Mas há riscos políticos. Algo está a emergir que claramente necessita de atenção", disse Dietmar Hornung. O director da divisão de risco soberano da Moody´s defende que a Zona Euro está agora mais bem preparada para lidar com choques de que em 2012.

 

Mas apontou alguns países em que o rácio de dívida pública continua a subir, o que retira capacidade de haver respostas do lado das politicas orçamentais a potenciais choques no futuro e que deixa esses soberanos mais afectados pela subida das taxas de juro, assinalando Portugal e Itália.

 

"Os países que têm capacidade para usar mais a política orçamental não o querem e os que o querem, como Portugal, não podem", disse Dietmar Hornung, numa conferência realizada pela Moody’s esta terça-feira, 7 de Fevereiro, em Lisboa. O responsável da agência nota que os países que tinham um rácio de dívida pública baixo continuam a reduzi-lo, enquanto economias com endividamento elevado, como Portugal e Itália, continuam a aumentar o rácio de dívida, o que "não é positivo".

 

"Se as taxas subirem nos próximos anos, os países mais periféricos são impactados no rácio da dívida sobre o PIB. E se houver um choque no crescimento pode não haver capacidade" para dar resposta do ponto de vista orçamental, considera o analista.

 

E alerta que apesar de "estamos muito melhor em termos de política monetária" e da generalidade dos balanços dos governos estarem mais saudáveis, nos casos de "Itália e Portugal, caso tenha de se adicionar outros 10% ao rácio de dívida, precisarão de muito apoio do BCE para isso ser sustentável".




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