Obrigações Moody’s retira da categoria "lixo" o rating dos depósitos do BPI

Moody’s retira da categoria "lixo" o rating dos depósitos do BPI

A agência de notação financeira melhorou em três níveis o rating do banco liderado por Pablo Forero, retirando-o de "lixo" e colocando-o na categoria de investimento de qualidade.
Moody’s retira da categoria "lixo" o rating dos depósitos do BPI
Miguel Baltazar
Carla Pedro 07 de dezembro de 2017 às 18:38

A Moody’s retirou o BPI da categoria de investimento especulativo [o chamado "lixo"], ao subir o seu rating dos depósitos de curto e longo prazo em três níveis, de Ba3 para Baa3.

 

Quanto à dívida de longo prazo, foi elevada para o primeiro grau de "lixo". A classificação da dívida sénior não garantida melhorou assim em dois níveis, de Ba3 para Ba1 – ficando assim a apenas um nível de sair de "junk".

 

Além disso, o outlook [perspectiva] para a evolução do rating foi melhorado de "estável" para "positivo", o que significa que em breve poderá melhorar novamente a notação do banco liderado por Pablo Forero.

 

O banco controlado pelos espanhóis do CaixaBank viu também ser melhorado o seu perfil de crédito individual [Baseline Credit Assessment - BCA], que mede a solidez financeira intrínseca da instituição financeira. Passou de b1 para ba3, ou seja do quarto para o terceiro nível de lixo. Já o BCA ajustado melhorou do terceiro nível (ba3) para o segundo (ba2).

"O ‘upgrade’ dos ratings do BPI reflectem a conjugação de vários factores, explica a agência no relatório a que o Negócios teve acesso. São eles as melhorias nos fundamentais financeiros do banco desde que o CaixaBank assumiu a sua maioria accionista em Fevereiro deste ano; a maior integração do BPI no grupo espanhol, que está em curso; e as alterações nos pressupostos de base da agência no âmbito da sua análise às perdas em caso de incumprimento (Loss Given Failure – LGF).

Já a perspectiva "positiva" reflecte, segundo a Moody’s, "o efeito altista que poderá observar-se nos ratings da dívida de longo prazo e dos depósitos no caso de as actuais tendências positivas que se verificam nos fundamentais financeiros do banco se consolidarem durante o período de ‘outlook’".

 

Recorde-se que quando a agência prevê que um rating pode ser alterado nos 6 a 24 meses seguintes, emite um outlook (perspectiva). Se considera que pode haver acontecimentos ou circunstâncias susceptíveis de mexerem com a classificação no curto prazo – normalmente no período de 90 dias – então pode colocar o rating em credit watch (sob revisão).



(notícia actualizada às 18:55)




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mais votado Anónimo Há 4 dias

Os colaboradores cujo posto de trabalho já não se justifica, quer seja na banca, na administração pública ou noutro sector qualquer, já foram remunerados acima do seu preço de mercado durante muito tempo, e por isso o Estado, a economia e a sociedade nada lhes deve. Antes pelo contrário, os colaboradores nessa situação são devedores de uma dívida colossal ao Estado, à economia e à sociedade, que se avoluma a cada dia que passa sem que sejam despedidos.

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Anónimo Há 4 dias

O Jornal de Negócios, enquanto órgão de informação económica com notabilidade a nível nacional, que insista na pedagogia e no esclarecimento cabal em relação ás inevitáveis transformações urgentes que se impõem nas economias mais avançadas, às quais a portuguesa, por mais capturada e mal orientada que se afigure, não estará imune se quiser permanecer no chamado Primeiro Mundo. Na Holanda as organizações não dão guarida ao excedentarismo sindicalizado de carreira que atrasa o mais económico e eficiente progresso tecnológico, obstaculiza a justiça social, impede a sustentabilidade do Estado e enfraquece a economia por via do entorpecimento do empreendedorismo, do investimento reprodutivo e da capacidade de inovação. "Fewer people and more technology – that is the plan just announced by ING. The largest financial services company in the Netherlands is getting rid of 7,000 positions." http://www.euronews.com/2016/10/03/netherlands-bank-ing-to-cut-7000-jobs-in-digital-quest

Anónimo Há 4 dias

Os colaboradores cujo posto de trabalho já não se justifica, quer seja na banca, na administração pública ou noutro sector qualquer, já foram remunerados acima do seu preço de mercado durante muito tempo, e por isso o Estado, a economia e a sociedade nada lhes deve. Antes pelo contrário, os colaboradores nessa situação são devedores de uma dívida colossal ao Estado, à economia e à sociedade, que se avoluma a cada dia que passa sem que sejam despedidos.

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