Obrigações Moscovici: Portugal merece um olhar mais positivo das agências de "rating"

Moscovici: Portugal merece um olhar mais positivo das agências de "rating"

O comissário europeu dos Assuntos Económicos considerou esta terça-feira que o desempenho económico de Portugal, que já resultou na saída do Procedimento por Défice Excessivo (PDE), merece também uma avaliação mais positiva por parte das agências de notação financeira.
Moscovici: Portugal merece um olhar mais positivo das agências de "rating"
Lusa 30 de maio de 2017 às 11:29
"Quando o desempenho macroeconómico melhora, e é esse o caso, e quando as finanças públicas estão mais em ordem, mesmo que subsistam problemas de dívida que não podem ser subestimados, então não será ilógico que aqueles que avaliam a economia portuguesa se dêem conta de que os riscos não podem ser olhados hoje com os óculos de ontem, e que há boas razões de confiar mais em Portugal hoje, o que não era o caso no passado", declarou Pierre Moscovici, perante a comissão de Assuntos Económicos do Parlamento Europeu, em Bruxelas.

Ressalvando que "não cabe à Comissão Europeia falar directamente com as agências de notação", Moscovici, que respondia a uma questão do eurodeputado socialista Pedro Silva Pereira, sobre se Portugal poderia esperar uma subida do 'rating' após ter saído do Procedimento por Défice Excessivo (PDE), disse que aproveitava a questão para passar a sua mensagem de que "o que se passa em Portugal merece ser olhado de forma positiva e os desenvolvimentos devem reforçar a confiança em Portugal".

Ainda esta terça-feira, foi publicada uma entrevista do primeiro-ministro, António Costa, ao jornal alemão Handelsblatt, onde o responsável diz estar confiante em relação a uma melhoria do rating por parte das agências brevemente.


O comissário francês reforçou que a saída de Portugal do PDE, decidida na semana passada pelo executivo comunitário, "recompensa os esforços importantes feitos por Portugal", e observou que, embora não tenham alterado a nota à dívida de longo prazo do país (que permanece em 'não investimento', ou 'lixo'), as agências de 'rating' constataram "uma orientação positiva".

 

No passado domingo, o ministro da Economia, Manuel Caldeira Cabral, disse esperar que as agências de notação financeira melhorem o 'rating' de Portugal "ainda neste ou no próximo ano", lembrando os números positivos da economia, do emprego e do défice.

 

Em declarações aos jornalistas, Caldeira Cabral vincou então que "os números do défice, do crescimento económico e do emprego este ano justificam, naquilo que é a análise normal dos 'ratings' [avaliação], uma revisão".

 

Para o ministro, que disse ter já tido reuniões com várias agências de 'rating' este ano, estes dados justificam uma revisão, a começar pela perspectiva de evolução, já no segundo semestre, e depois numa revisão em alta, no princípio de 2018.

 

"Não estamos a pedir nem defender que nos façam um favor, mas só uma análise justa e hoje Portugal está em melhor situação, com números muito mais positivos", disse o ministro, vincando que "os números são mais positivos e justificam uma revisão do 'rating'.

 




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mais votado Anónimo 30.05.2017

O factor trabalho, oferecido por pessoas para realizar tarefas, tem de ser imediatamente desalocado assim que a realização dessas tarefas deixa de se justificar por um ano, um mês, um dia ou uma hora que seja. A crise de equidade e sustentabilidade é fruto, podre, da não satisfação dessa regra económica elementar.

comentários mais recentes
Anónimo 01.06.2017

Que saudades de Passos Coelho de PSD, de CDS, era ver o desemprego sempre a subir, subir, subir, os cortes nos direitos sociais sempre a subir, Subir, SUBIR, que saudades daquele tempo que se via o Telejornal a Tremer, tremer, TREMER.
Este ano voltamos a ter subsídios de Férias e de Natal, certa ?

Anónimo 30.05.2017

O Jornal de Negócios que elabore sobre as reformas viradas para as reais condições de mercado que se fazem nas regiões mais desenvolvidas do mundo de modo a esclarecer a importância das mesmas para a prosperidade e o bem-estar das suas populações:
"IRS will cut 7,000 jobs because the majority of people are filing their tax returns online" http://www.dailymail.co.uk/news/article-3811646/IRS-cutting-7-000-jobs-vast-majority-people-file-tax-returns-online-meaning-fewer-people-needed-process-paper-forms.html
"Inland Revenue to cut 1500 jobs between 2018 and 2021" www.stuff.co.nz/business/industries/78231571/inland-revenue-to-cut-1500-jobs-between-2018-and-2021
"Australian Taxation Office axes 4400 jobs in 19 months" (April 9, 2015 http://www.canberratimes.com.au/national/public-service/australian-taxation-office-axes-4400-jobs-in-19-months-20150409-1mhhgq.html)

Anónimo 30.05.2017

Não há mais dinheiro desviado da Autoridade Tributária do que aquele que o funcionamento da própria Autoridade Tributária nos moldes anacrónicos e obsoletos em que ela existe desvia num mundo pseudo-desenvolvido capturado pelo excedentarismo sindicalizado de carreira, a corrupção, o eleitoralismo irresponsável e demais despesismo iníquo e insustentável.

Anónimo 30.05.2017

Para não se "deixarem ir" na conversa do anónimo dos excedentários, lembro apenas o tema desta notícia: "Moscovici: Portugal merece um olhar mais positivo das agências de rating". O Anónimo dos excedentários faz copy/paste em todas as notícias porque tem uma quota diária de comentários para cumprir

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