Bolsa Mota-Engil regressa aos fortes ganhos

Mota-Engil regressa aos fortes ganhos

As acções da Mota-Engil estão a subir mais de 5% esta quarta-feira, elevando para mais de 115% o ganho desde o início do ano.
Mota-Engil regressa aos fortes ganhos
Bruno Simão
Sara Antunes 22 de novembro de 2017 às 11:14
O ano está a ser de feição para a Mota-Engil, especialmente desde o Verão, um movimento que será muito justificado pelos vários anúncios de contratos celebrados.

As acções da Mota-Engil estão a subir 5,26% para 3,485 euros, elevando para 116,77% o ganho desde o início do ano. É assim a cotada do PSI-20 que mais valoriza, com uma distância considerada face à segunda empresa do principal índice que mais sobe: a Pharol, com uma variação de quase 69% este ano.

A subida das acções da Mota-Engil intensificou-se no final de Agosto, período marcado pela apresentação dos resultados do primeiro semestre do ano e do anúncio, mais tarde, de contratos celebrados em vários países. 

No que respeita aos resultados, a Mota-Engil registou uma quebra de lucros de 93,6% face ao mesmo período de 2016 para 4,6 milhões de euros. Apesar desta descida, os resultados apresentados superaram as estimativas dos analistas, que apontavam para lucros de 300 mil euros nos primeiros seis meses. A empresa liderada por Gonçalo Moura Martins não revela dados trimestrais, pelo que os próximos números que serão revelados vão referir-se aos resultados do acumulado do ano. 

Entretanto, a Mota-Engil anunciou vários contratos: ganhou o primeiro contrato nos Camarões no valor de 61 milhões de euros; celebrou contratos de 320 milhões na Costa do Marfim e fechou contratos de 430 milhões em Moçambique e Angola.

Além destes anúncios, a empresa beneficiou ainda da concretização da venda de participações da antiga Ascendi, actualmente denominada Lineas, aos espanhóis da Globalvia.

Quanto aos analistas, a última casa de investimento a emitir uma nota de análise foi o CaixaBI, tendo elevado a sua avaliação para a Mota-Engil para 2,90 euros, um valor que está quase 17% abaixo da actual cotação.



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