Research Mudança na Sonangol pode aumentar ângulo especulativo da Galp

Mudança na Sonangol pode aumentar ângulo especulativo da Galp

A saída de Isabel dos Santos da petrolífera angolana poderá ter impacto na Galp Energia, de acordo com os analistas do BPI.
Mudança na Sonangol pode aumentar ângulo especulativo da Galp
Nuno Carregueiro 16 de novembro de 2017 às 10:18

O ângulo especulativo da Galp Energia poderá ser reforçado devido às alterações na liderança da Sonangol, de acordo com os analistas do BPI.

"A estabilidade da holding Amorim Energia tem sido uma fonte de incerteza há já algum tempo" e a alteração na Sonangol pode "aumentar de novo a especulação que poderá apimentar o ângulo de fusões e aquisições da Galp", referem os analistas do BPI.

 

O presidente da República de Angola, João Lourenço, anunciou ontem a exoneração de Isabel dos Santos do cargo presidente da Sonangol, sendo que o lugar será ocupado por Carlos Saturnino, até aqui secretário de Estado dos Petróleos. 

 

Em Portugal a Sonagol detém várias posições financeiras, sendo a participação na Galp uma das mais relevantes. A empresa estatal angolana detém, através da Esperanza Holding BV, 45% da Amorim Energia, em que os herdeiros de Américo Amorim controlam 55% do capital. A Amorim Energia é dona de 33,34%, mais de um terço, da Galp Energia.

 

Além desta alteração na Sonangol, os analistas do BPI citam outro facto relevante que pode também contribuir para aumentar o ângulo especulativo da Galp Energia. É que a Parpública detém 7,5% do capital da Galp e a holding estatal terá que, "mais tarde ou mais cedo", alienar esta posição.

 

Tal como revelou o jornal Público em Setembro, o Estado aumentou a sua participação na Galp, mantendo-se como o segundo maior accionista da petrolífera, pois chegou à maturidade uma emissão de obrigações que tinha como activo subjacente acções da Galp e a maioria dos investidores optaram por receber dinheiro em vez de títulos.

 

A Parpublica teve de desembolsar 885 milhões de euros, de forma a cumprir o que ficara estipulado com os investidores em 2010 na 5.ª fase de reprivatização da Galp.

 

Segundo o BPI, a "holding" estatal não pode permanecer accionista da Galp Energia, mas também não tem um prazo para vender.

 

As acções da Galp Energia sobem 0,98% para 16,04 euros.




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