Bolsa Nasdaq arrastado para mínimos de sete semanas

Nasdaq arrastado para mínimos de sete semanas

As bolsas norte-americanas encerraram em baixa, com as perdas no sector tecnológico a ofuscar os ganhos da banca.
Nasdaq arrastado para mínimos de sete semanas
Reuters
Carla Pedro 29 de junho de 2017 às 21:36

As tecnológicas estragaram a festa da banca, diz a Bloomberg. Com efeito, os ganhos do sector financeiro não foram suficientes para manter Wall Street no verde, já que os títulos das empresas de software e de microprocessadores voltaram a cair fortemente.

 

O Standard & Poor’s 500 fechou a sessão a recuar 0,86% para 2.419,70 pontos e o Dow Jones cedeu 0,78% para se fixar nos 21.287,03 pontos.

 

Também o índice tecnológico Nasdaq Composite terminou no vermelho, a cair 1,44% para 6.144,35 pontos.

 

A banca voltou a dar o mote à valorização do S&P 500 e do Dow Jones – no Dow, as duas únicas cotadas em alta foram o Goldman Sachs e o JPMorgan Chase, a subirem mais de 0,5% - mas a queda das tecnologias acabou por pesar mais no sentimento dos investidores.

 

Os bancos centrais europeus e norte-americano têm estado a animar os títulos do sector financeiro, ao terem sinalizado mais subidas de juros (dizendo que as economias mundiais conseguem suportar condições financeiras mais apertadas à medida que o crescimento acelera), mas os apuros do sector tecnológico dos EUA prosseguem, já que o movimento de vendas regressou a este mercado.

 

Na sessão de hoje, as perdas nos títulos ligados ao software e microprocessadores levaram o índice para mínimos de sete semanas.

 

Ainda assim, o Nasdaq Composite continua a ser o índice do outro lado do Atlântico que mais ganha, muito à conta da forte atractividade das tecnologias no arranque do ano. Até surgir esta nova vaga de vendas no sector, o índice ganhava 21% no acumulado de 2017, mas com as quedas iniciadas há três semanas já só regista uma valorização de 14,1% desde o início do ano.

 

É que a sinalização de novas subidas de juros, por parte dos bancos centrais, indica que a economia global está a ganhar mais fôlego e que os nove anos de estímulos deverão ficar-se por aqui. E isto ajuda sobretudo o sector financeiro, já que a banca ganha com juros mais altos.

 

Os investidores estão, assim, a querer apostar mais em títulos que estão a negociar a desconto (subvalorizados pelo mercado) e a fugir dos que consideram sobrevalorizados, como é o caso do tecnológico.




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