Bolsa Navegação "flat" em Wall Street

Navegação "flat" em Wall Street

As bolsas norte-americanas fecharam mistas, com oscilações pouco expressivas. O Dow Jones manteve-se todo o dia em ligeira baixa. Já o S&P 500 e o Nasdaq recuperaram, mas pouco.
Navegação "flat" em Wall Street
Reuters
Carla Pedro 02 de Dezembro de 2016 às 21:28

Do outro lado do Atlântico, esperava-se com grande expectativa os dados do emprego nos Estados Unidos, relativos a Novembro. Quando estes vieram, trouxeram boas notícias: um aumento do número de contratações e uma queda da taxa de desemprego para mínimos de nove anos. Mas as bolsas pouco reagiram.

 

O Dow Jones abriu a recuar 0,15% e fechou a ceder quase na mesma proporção, ao perder 0,11% para 19.171,11 pontos.

 

Já o Standard & Poor’s, que abriu esta sexta-feira inalterado face à véspera, terminou com uma subida muito marginal, de apenas 0,01%, para 2.191,18 pontos.

 

Por seu lado, o tecnológico Nasdaq Composite, que resvalava 0,05% na abertura, encerrou com um ganho muito ligeiro (0,09%), para se estabelecer nos 5.255,65 pontos.

 

O desemprego em Novembro, nos EUA, fixou-se em mínimos de nove anos, nos 4,6%. Além disso, a economia norte-americana criou 178.000 empregos, acima dos 175.000 estimados pelos economistas inquiridos pela Bloomberg.

 

Em contrapartida, os salários diminuíram, o que trouxe sentimentos mistos aos investidores – que preferiram ser cautelosos e deixar as bolsas praticamente "flat" face ao fecho de ontem, com variações pouco expressivas.

 

Este foi o último relatório do mercado de trabalho nos Estados Unidos antes da reunião da Reserva Federal norte-americana, nos dias 13 e 14 de Dezembro. Os operadores estão a apontar para uma probabilidade de 100% de a Fed subir os juros directores já na reunião deste mês, quando no início de Novembro apenas 68% acreditava nesse cenário.

 

A Fed iniciou o movimento de subida das taxas de juro em Dezembro do ano passado, tendo os juros directores aumentado para um intervalo compreendido entre 025% e 0,50% - desde Dezembro de 2008 que estavam fixados no mais baixo nível de sempre, entre 0% e 0,25%.

 

As bolsas do outro lado do Atlântico dispararam em Novembro, com a maioria dos índices a marcar novos máximos históricos, devido à expectativa de que a Administração Trump aumente a despesa pública para estimular a economia.

 

No entanto, há gestores de alguns dos maiores fundos de investimento norte-americanos que se mostram cépticos quanto à solidez desta escalada bolsista. Bill Gross, que gere um fundo obrigacionista de 1,7 mil milhões de dólares da Janus, afirmou ontem que essa convicção de que as políticas de Trump serão benéficas para determinados sectores – como construção e banca – é enviesada, uma vez que os benefícios dos estímulos orçamentais deverão ser apenas temporários.




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