Research Navigator rouba lugar à Semapa entre as preferidas para o BPI

Navigator rouba lugar à Semapa entre as preferidas para o BPI

O BPI reviu a sua lista de cotadas preferidas. Incluiu uma espanhola e retirou a Semapa para dar lugar à Navigator.
Navigator rouba lugar à Semapa entre as preferidas para o BPI
Miguel Baltazar/Negócios
Sara Antunes 15 de fevereiro de 2018 às 11:45

"O EBITDA da Semapa e da Navigator deve ser conduzido pela melhoria dos preços do papel na Europa, mas o desempenho da acção da Semapa desde o pico de Janeiro reduziu o desconto do NAV [valor líquido dos activos] para os níveis médios históricos, levando-nos a preferir a Navigator para beneficiar do momento" no sector do papel, explicam os analistas do BPI numa nota publicada na quarta-feira, 14 de Fevereiro.

 

A beneficiar a Navigator estará assim a subida dos preços do papel na Europa. "Os novos projectos (expansão da pasta na Figueira da Foz e da fábrica de ‘tissue’ em Cacia), conjugado com preços do papel UWF favoráveis devem mais do que ofuscar o [impacto] negativo do dólar e levar a um crescimento de dois dígitos do EBITDA em 2018-2019", salientam os analistas.

 

Além disso, a empresa liderada por Diogo da Silveira, tem "uma história atractiva de dividendos".

 

Quanto à expectativa em torno de um dividendo extraordinário, criada após a venda do negócio de pellets nos EUA, a empresa já deixou claro aos analistas que não tem como objectivo distribuir parte deste encaixe. Diogo da Silveira salientou, durante uma conversa com analistas, que "a decisão sobre dividendos cabe aos accionistas", mas acrescentou que o entendimento da administração da Navigator "é que a política de dividendo seja independente" da venda dessa operação.

 

A Semapa sai assim da lista onde se encontrava desde 27 de Novembro, tendo registado neste período um desempenho de 14%, o que compara com uma subida de 6% da média da lista das cotadas preferidas, realça o BPI.

 

Nesta lista, mantém-se a Sonae SGPS, sendo esta cotada "a nossa aposta" numa óptica macro em Portugal, salienta o BPI. "Com mais de 90% das vendas no país, a empresa deve beneficiar do momento positivo no consumo, imobiliário e turismo", adianta. A beneficiar a Sonae está o facto de as perspectivas para o sector do retalho alimentar "continuarem sólidas". Além disso, a parceria com a JD Spor "deve ter um impacto relevante" nos resultados. O BPI adianta ainda que "é possível que surjam uma nova reestruturação no negócio não-alimentar".

 

A outra novidade da lista, é a entrada da Inditex, com o BPI a ver "uma oportunidade" de investimento na queda recente das acções da dona de marcas como a Zara, tratando-se de uma empresa com um "crescimento de qualidade".

Nota: A notícia não dispensa a consulta da nota de "research" emitida pela casa de investimento, que poderá ser pedida junto da mesma. O Negócios alerta para a possibilidade de existirem conflitos de interesse nalguns bancos de investimento em relação à cotada analisada, como participações no seu capital. Para tomar decisões de investimento deverá consultar a nota de "research" na íntegra e informar-se junto do seu intermediário financeiro.




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mais votado Anónimo Há 1 semana

A Navigator é boa empresa desde que isenções fiscais e fundos públicos de apoio discricionários deixem de ser a regra e passem a ser menos do que uma excepção. Quando isso acontecer a empresa terá de optar por uma gestão lean assente na boa gestão de recursos humanos e no investimento em capital com elevada incorporação de tecnologia automática que eleve a produtividade da empresa para outros patamares.

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TUDO TRETAS Há 1 semana

Para mim o que estes senhores dizem vale zero, eu fui colaborador da Navigator 32 anos, e sei melhor do que ninguém sobre esta Empresa, as ações o seu valor real seria os 3.40 euros, a pós o pagamento do dividendo, será a queda total,

Anónimo Há 1 semana

Implementem um verdadeiro acordo de comércio livre e veremos o que é que a Navigator será capaz de fazer no mercado. Por enquanto é beneficiária de subsídios, isenções e proteccionismo tornando os consumidores portugueses em vítimas dos preços artificialmente elevados e os contribuintes em vítimas de extorsão fiscal continuada...

Anónimo Há 1 semana

Constantes subsídios de ajuda ao investimento privado em bens de capital, inusitadas rendas energéticas excessivas, isenções e deduções fiscais à medida, para além de tarifas aduaneiras proteccionistas, são gravíssimas distorções de mercado e acarretam enormes custos de oportunidade sejam em que sector de actividade económica forem. O Estado quando quer fomento e participação num projecto empresarial considerado estratégico, viável, com potencial na economia e regido pelos mais elevados padrões da boa gestão lean com vista à obtenção de retorno sobre o investimento, deve, quando muito, adquirir participação accionista através de um Fundo de Riqueza Soberano e/ou conceder um crédito através de um banco de fomento ou investimento estatal. "Bruxelas autoriza subsídio de 100 milhões de euros à Portucel" https://www.publico.pt/economia/jornal/bruxelas-autoriza-subsidio-de--100-milhoes-de-euros-a-portucel-209644

Anónimo Há 1 semana

Esta empresa privada, com tudo aquilo que o Estado já apostou e investiu nela, é uma oportunidade perdida para dinamizar a economia portuguesa. Serve-se só a si mesma, aos seus fornecedores e aos seus colaboradores em vez de se tornar num grande motor de desenvolvimento económico para Portugal num sector de actividade económica que é dos poucos a que Portugal pode almejar candidatar-se a ser um líder a nível internacional.

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