Bolsa Norges Bank reforça nos CTT

Norges Bank reforça nos CTT

Numa sessão que coincidiu com novos mínimos na cotação da empresa postal, o banco central norueguês reforçou a sua posição nos Correios através de instrumentos financeiros, detendo agora mais de 3% da empresa postal.
Norges Bank reforça nos CTT
Miguel Baltazar/Negócios
Paulo Zacarias Gomes 06 de novembro de 2017 às 17:45
O Norges Bank reforçou a sua posição no capital dos CTT, passando de deter 2,22% para 3,15%, entre direitos de voto associados a acções e detidos através de instrumentos financeiros. 

Segundo um comunicado colocado esta segunda-feira, 6 de Novembro, no site da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), o limiar superior a 2% na percentagem de direitos de voto detidos através de instrumentos financeiros ocorreu no passado dia 3 de Novembro, sexta-feira.

Assim, o banco central norueguês passou a deter uma posição de 2,44% através destes instrumentos financeiros (contra os 1,11% anteriormente detidos por esta via) e uma de 0,71% de direitos associados a acções. Neste caso, houve uma redução face aos 1,11% antes detidos por via de títulos.

No que diz respeito aos instrumentos financeiros, a empresa detalha que 2% da participação ocorre através de acções em empréstimo com direito de recompra e 0,44% está ligada a contratos diferenciais (CFD).

A alteração ocorreu na última sessão da semana passada, em que os CTT prolongaram as quedas dos dias anteriores (recuando 5,84% para 3,561 euros), motivadas por resultados decepcionantes apresentados pela empresa postal e pela redução de dividendo que a levaram a tombar mais de 20% em bolsa dois dias antes.

Os dias que se seguiram aos resultados tiveram também impacto na aposta na descida de títulos por parte de gestoras como o JPMorgan, o Marshall Wace, a BlackRock e a Connor, Clark & Lunn Investment Management, que em conjunto acumulam posições curtas de 3,38% do capital dos Correios, avançou esta segunda-feira o Negócios.

Esta segunda-feira a empresa liderada por Francisco Lacerda (na foto) encerrou pela quinta sessão consecutiva no vermelho, a renovar um mínimo histórico de 3,447 euros, recuando 3,2%.



Saber mais e Alertas
pub