Bolsa Nos, Pharol e BCP dão ganhos à bolsa de Lisboa

Nos, Pharol e BCP dão ganhos à bolsa de Lisboa

A praça portuguesa acompanha o optimismo nas pares europeias, em dia que pode ser de acordo para o Brexit e a reflectir a aprovação pelo Senado dos EUA da reforma fiscal.
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Paulo Zacarias Gomes 04 de dezembro de 2017 às 08:10
A semana arrancou com ganhos para o principal índice nacional de acções, a acompanhar as principais praças europeias, depois de um fecho misto das pares asiáticas onde os investidores digerem a aprovação pelo Senado dos EUA da proposta de reforma fiscal e à espera de possíveis desenvolvimentos no processo do Brexit.

Com 14 títulos com subidas, um em perda e três inalterados, o PSI-20 abriu nos 5.382,64 pontos, a subir 0,58%. A impulsionar a bolsa nacional estão as acções da Pharol, da Nos, do retalho e do BCP. A maior accionista da Oi sobe 1,89% para 0,324 euros, enquanto a operadora avança 0,85% para 5,708 euros.

Os papéis da Sonae ganham 0,78% para 1,032 euros e os da Jerónimo Martins avançam 0,93% para 16,235 euros. O banco liderado por Nuno Amado ganha 0,81% para 26,02 cêntimos, próximo de máximos de 16 meses.

A REN, que na sexta-feira viu pela última vez negociarem os direitos associados ao aumento de capital de 250 milhões de euros, segue a subir 0,64% para 2,506 euros. O Negócios noticia esta segunda-feira que mais de 70% dos accionistas da energética aderiram ao reforço de capital destinado a financiar parte da compra da Portgás.

Já a EDP ganha 0,24% para 2,92 euros no dia em que o presidente da Endesa Portugal, Nuno Ribeiro da Silva, diz em entrevista ao Negócios/Antena 1 que a medida do PCP para as tarifas reguladas vai dar mais clientes à companhia presidida por António Mexia.

Isolados nas quedas estão os CTT, a descer 0,28% para 3,227 euros. Sonae Capital, Novabase e Ibersol estão inalteradas na mesma cotação de sexta-feira.

No resto das praças europeias, Amesterdão é das que mais brilham, a subir mais de 1%, seguida de perto por Paris, numa manhã em que o euro perde terreno face ao dólar - cede 0,35% para 1,1854 euros.

Além de digerirem a aprovação no Senado, no sábado passado, da reforma fiscal nos EUA - que promete ser a mais alargada desde os anos 80 e tem impulsionado nas últimas semanas os sucessivos recordes nas bolsas norte-americanas -, os investidores aguardam ao longo do dia pelas conclusões do encontro entre Theresa May e o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker.

A expectativa é que possa haver acordo quanto à "factura" da saída do Reino Unido da União Europeia, bem como sobre medidas para atenuar a fronteira económica entre o Reino Unido e a Irlanda no pós-Brexit.

Também a marcar o dia na política internacional estará a reunião de hoje do Eurogrupo, de onde podem sair novidades sobre a Grécia - depois de Atenas ter chegado a acordo com os credores sobre as condições para receber a nova tranche ao abrigo do terceiro programa de resgate.

Ainda na agenda do Eurogrupo está a eleição do novo presidente do fórum dos ministros das Finanças do euro, corrida para a qual o ministro português Mário Centeno parte como favorito.

(notícia actualizada às 8:19 com mais informação)