Obrigações Nova emissão de obrigações para o retalho com juros mais baixos

Nova emissão de obrigações para o retalho com juros mais baixos

A terceira emissão de OTRV arranca a 14 de Novembro, com um montante indicativo de 500 milhões de euros.  
Nova emissão de obrigações para o retalho com juros mais baixos
Bruno Simão
Nuno Carregueiro 10 de Novembro de 2016 às 09:11

2,2% na emissão de estreia, 2,05% na segunda e agora 2%. A Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública (IGCP) vai avançar com a emissão de uma nova série de Obrigações do Tesouro de Rendimento Variável (OTRV), tendo optado por voltar a baixar a taxa de juro associada a este produto de poupança do Estado direccionado para os investidores particulares.

 

De acordo com o aviso publicado em Diário da República, o montante indicativo desta nova emissão a realizar pelo IGCP é de 500 milhões de euros, sendo que o valor pode aumentar até 18 de Novembro.

Tem sido essa a opção do instituto que gere a dívida do Estado, devido à forte procura dos portugueses por este produto de poupança. Na emissão realizada em Agosto o montante indicativo também era de 500 milhões de euros e acabaram por ser colocados 1.200 milhões de euros.

 

Se na primeira operação, realizada em Maio, as OTRV atraíram 38.630 investidores, na oferta concretizada em Agosto esse número subiu para 65.179.

 

Na primeira emissão a taxa bruta de remuneração dos títulos era de 2,2%, desceu para 2,05% em Agosto e na que o IGCP está agora a lançar o juro é de 2%.

 

Uma descida que será justificada pela queda nas taxas de rendibilidade oferecidas pelos bancos nos produtos de risco comparável, sobretudo nos depósitos a prazo, onde os juros estão cada vez mais perto de 0%.

 

Oferta arranca a 14 de Novembro

 

De resto as características desta nova emissão são idênticas às das anteriores, com os títulos a terem uma maturidade de cinco anos, pagando juros de forma semestral.

 

De acordo com uma nota do IGCP, a nova série de OTRV pode ser subscrita a partir de 14 de Novembro.

 

"As OTRV serão colocadas através de oferta pública de subscrição dirigida ao público em geral a decorrer entre o dia 14 de Novembro de 2016 e o dia 25 de Novembro de 2016, com pagamento de juros, semestral e postecipadamente, em 30 de maio e 30 de Novembro de cada ano, calculados a uma taxa de juro variável e igual à Euribor 6 meses acrescida de 2%, ocorrendo o reembolso do capital em 30 de Novembro de 2021.

 

As ordens de subscrição serão expressas em montante, sendo o mínimo de subscrição por investidor de 1.000,00 euros correspondente a 1 OTRV, e o máximo de 1.000.000,00 euros, correspondente a 1.000 OTRV, devendo as ordens ser transmitidas em múltiplos de 1.000,00 euros e subscritas junto de uma instituição de crédito

 

Além dos impostos, à taxa bruta de 2,00% é necessário retirar as comissões cobradas pelos bancos. Desde a comissão de subscrição à de custódia dos títulos, de pagamento dos juros e de reembolso final.




A sua opinião4
Este é o seu espaço para poder comentar o nosso artigo. A sua opinião conta e nós contamos com ela.
Faltam 300 caracteres
Negócios oferece este espaço de comentário, reflexão e debate e apela aos leitores que respeitem o seu estatuto editorial, promovam a discussão construtiva e combatam o insulto. O Negócios reserva-se ao direito de editar, apagar ou mesmo modificar os comentários dos seus leitores se atentarem contra o bom senso e seriedade.O acesso a todas as funcionalidades dos comentários está limitada a leitores registados e a Assinantes.
comentar
comentários mais recentes
A Catarina bloqueira q as compre! Há 3 semanas

Fujam das OTRV pq pagam 2% retiram-lhe 28% de imposto, mais as comichões das banquetas falidas, o q fica para o investidor?! Pouco, e com grande risco, num cenário de reestruturação da divida as OTRV vão ao ar! O Estado gatuno q se vá financiar ao c-a-ralho! Com o meu dinheiro não se safam!

Anónimo Há 3 semanas

Respondendo ao rendimento liquido, é 1% do aplicado ao ano (28% de impostos + taxas dos bancos).
E tendo em conta que é até 2021 é um total absurdo colocar um euro! Isto porque a inflacçao comerá o juro, e em caso de incumprimento do Estados ficam com ZERO!

Brunp Há 3 semanas

Nao sei se ja repararam mas mais abaixo, neste jornal online, tem uma noticia com o titulo "reestruturaçao da divida publica entra em discussao em 2017". Cuidado que isto nao é um deposito

Anónimo Há 3 semanas

Dá mais trabalho ao jornalista mas devia fazer uma demonstração do rendimento líquido dessa aplicação, ainda que seja aproximada

pub
pub
pub
pub