Bolsa Nova investigação a e-mails de Hillary Clinton penaliza Wall Street

Nova investigação a e-mails de Hillary Clinton penaliza Wall Street

As principais bolsas do outro lado do Atlântico encerraram em baixa, depois de o anúncio de que o FBI reabriu a investigação aos e-mails de Hillary Clinton ter feito afundar o peso mexicano face às principais moedas.
Nova investigação a e-mails de Hillary Clinton penaliza Wall Street
Carla Pedro 28 de Outubro de 2016 às 21:22

O Standard & Poor’s 500 fechou a ceder 0,30% para 2.126,48 pontos, ao passo que o índice industrial Dow Jones recuou 0,05% para 18.161,33 pontos.

 

Já o tecnológico Nasdaq Composite perdeu 0,50% para 5.201,06 pontos, pressionado sobretudo pela Amazon, que hoje terminou a cair 5,14% para 776,32 dólares depois de ontem – após o fecho da bolsa – ter reportado os resultados do seu terceiro trimestre fiscal, com os lucros por acção a falharem as estimativas do consenso do mercado.

 

O FBI anunciou esta sexta-feira que reabriu a investigação aos e-mails da candidata presidencial democrata Hillary Clinton, quando era secretária de Estado, depois de terem sido descobertas novas mensagens "que parecem ser pertinentes".



Com esta notícia da reabertura da investigação pelo FBI, o peso mexicano – que é visto como um barómetro da percepção sobre as eleições norte-americanas – afundou face à maioria das moedas (já que Trump – que é contra a imigração – pode ganhar vantagem), o que fez as bolsas norte-americanas entrarem em terreno negativo.


Esta sexta-feira, antes da notícia sobre a investigação do FBI, Hillary liderava - com uma vantagem de quatro pontos percentuais face a Trump - as sondagens que incluem os candidatos independentes, segundo dados Real Clear Politics, citados pela Bloomberg.

 

Por outro lado, hoje foi dia de anúncio de mais dados macroeconómicos nos EUA. O PIB do terceiro trimestre registou um incremento anualizado de 2,9% - o maior em dois anos, depois de um aumento de 1,4% nos três meses precedentes.

 

Os bons dados que têm vindo a ser divulgados nos EUA reforçam a convicção de que a Reserva Federal norte-americana poderá vir a subir os juros directores até ao final do ano, encarecendo os custos de financiamento, o que também está a funcionar com um travão nas bolsas.

 

"Este dado do PIB confirma a aceleração da economia, o que dá à Fed mais confiança para subir os juros em Dezembro", comentou à Bloomberg um estratega da State Street Global Advisors, Michael Arone.

 

O mercado norte-americano tem oscilado grandemente ao sabor das expectativas em relação às taxas de juro dos EUA, aguardando mais sinais para saber se os juros de referência poderão ser aumentados ainda este ano – depois de em Dezembro de 2015 a Fed ter aumentado as taxas de juro pela primeira vez em quase uma década. 

 




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comentários mais recentes
Criador de Touros Há 3 dias

Vamos ver o que acontecerá...isto não está com bom aspecto...uma Hillary que não vale nada...e um Trump que ainda vale menos !!...

Manuel Silva Há 3 dias

Eu gosto do Jornal de Negócios pelas Cotações e Mercados

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