Mercados Nova presidente da CMVM alerta para "êxodo de colaboradores"

Nova presidente da CMVM alerta para "êxodo de colaboradores"

Gabriela Figueiredo Dias alertou, no discurso da tomada de posse, para a falta de recursos humanos na CMVM e prometeu trabalhar para que os investidores recuperem a confiança no mercado português. No fim citou Júlio Verne.
André Veríssimo 30 de Novembro de 2016 às 13:24

A nova presidente da CMVM aproveitou a cerimónia de posse no salão nobre do Ministério das Finanças para alertar para o "êxodo de colaboradores" que tem atingido a entidade supervisora, apelando ao Governo para que garanta as condições para que a entidade possa desempenhar o seu papel.

 

"Para a CMVM poder responder aos vários desafios, e tem-no feito até ao presente, precisa de recursos adequados, e estes são fundamentalmente recursos humanos. A fragilidade dos instrumentos de atracção, motivação e retenção dos recursos humanos actualmente disponíveis é uma das dificuldades com que a CMVM se tem deparado nos últimos anos", afirmou Gabriela Figueiredo Dias, que dedicou várias linhas do seu discurso a este tema.

A nova presidente da CMVM afirmou que os últimos anos foram de "êxodo de colaboradores formados na CMVM". "As instituições fazem-se com pessoas. São elas o nosso principal activo", vincou.

Além de recursos humanos, Gabriela Figueiredo Dias salientou que será necessário "investir massivamente" em recursos tecnológicos, tendo em conta as "novas exigências regulatórias, como a DMIF II, mas também para permitir responder à crescente sofisticação tecnológica".


Na cerimónia que decorreu no salão nobre do Ministério das Finanças, que contou com a participação do ministro, secretários de Estado bem como responsáveis dos supervisores e do sistema financeiro, a nova presidente da CMVM elencou os objectivos fundamentais que pretende prosseguir no mandato, referindo que a nova equipa inicia funções "num contexto muito particular de grandes riscos de mudança e desafios".

As prioridades da nova administração serão assim a "protecção e recuperação da confiança dos investidores, a promoção do acesso ao mercado pelos agentes económicos, a colaboração incondicional com os outros supervisores a nível nacional e internacional e, naturalmente, o robustecimento da capacidade de resposta da CMVM através da reavaliação dos seus modelos de governação  interna e de supervisão", elencou Gabriela Figueiredo Dias.

A nova presidente da CMVM prometeu manter o esforço de educação dos investidores e uma "revisão da regulação e das práticas de supervisão, por forma a libertar os agentes de mercado de encargos e ónus excessivos", bem como outras medidas destinadas a facilitar o acesso das empresas ao mercado.

Ao ministro das Finanças prometeu a "prossecução incansável destes objectivos", assumindo que nunca será possível "antecipar todas as falhas" e "proteger todos os investidores". Terminou citando Júlio Verne: "Nunca nada se fez sem uma esperança exagerada".


Na cerimónia pública de apresentação dos novos membros do conselho de administração da CMVM, que decorreu esta quarta-feira, tomaram ainda posse a nova vice-presidente da CMVM, Filomena Oliveira, até aqui presidente executiva da Caixa Gestão de Activos. E ainda Rui Pinto, vogal, que era director-adjunto do departamento de supervisão prudencial do Banco de Portugal desde 2014.




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mais votado Anónimo Há 3 dias


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Valor anual das pensões e salários da FP = 30 000 milhões de euros.


comentários mais recentes
Marta Há 3 dias

Falta de meios? O Carlos Tavares levou para lá amigos pagos a peso de ouro. Foi um fartar - claro que os escravos saíram, para as vedetas que lá andam

JCG Há 3 dias

Aceito que quem foi formado às custas da empresa deva indemnizá-la se sair antes de decorrido um tempo considerado suficiente para amortizar esse investimento em formação.

De contráriom há uma transferência de valor ilícita da empresa que suportou os custos para os novos contratantes e concerteza com uma parte de benefício para o próprio trabalhador.

Quando alguém oferece um salário mais alto a um trabalhador formado por outrém está a entrar com as poupanças que vai fazer com a sua (não) formação.

Anónimo Há 3 dias

FECHEM A CMVM NAO SERVE PARA NADA.

J. SILVA Há 3 dias

Esta fulana foi sempre funcionária do Estado e portanto será mais uma burocrata que nada vai resolver. Foi vice-presidente do Carlos Tavares ,filha dum notável o Figueiredo Dias, é de formação jurídica e não terá a necessária percepção dos mercados. Tem tudo para falhar, basta olhar para ela.

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