Obrigações Novas OTRV pagam metade do juro da primeira emissão

Novas OTRV pagam metade do juro da primeira emissão

Vem aí uma nova emissão de obrigações para o retalho e o corte na taxa de juro será o mais forte de sempre.
Novas OTRV pagam metade do juro da primeira emissão
Pedro Elias
Nuno Carregueiro 11 de novembro de 2017 às 15:51

O IGCP decidiu avançar com mais uma emissão de Obrigações do Tesouro de Rendimento Variável. Será a terceira deste ano e a sexta de sempre, que volta a ter um corte substancial na taxa de remuneração.

 

De acordo com um aviso colocado em Diário da República, a nova série de obrigações para o retalho vai pagar uma taxa de juro bruta de 1,1%, uma descida de meio ponto percentual face às emitidas mais recentemente (1,6% em Julho) e metade da remuneração da primeira emissão destes produtos (2,2% em Março de 2016).

 

Sempre que lançou uma nova série, o IGCP cortou a remuneração das OTRV, em linha com as taxas que são praticadas no mercado. A taxa de juro das obrigações do Tesouro a cinco anos está actualmente nos 0,7%.

 

Desta vez o corte na taxa das OTRV foi o mais forte de sempre, mas ainda assim o Tesouro está a remunerar os aforradores com taxas superiores às praticadas no mercado secundário.

 

Taxas de juro bruta das seis emissões de OTRV:

Novembro de 2017 – 1,1%
Julho de 2017 – 1,6%
Abril de 2017 – 1,9%
Novembro de 2016 – 2%
Agosto de 2016 – 2,05%
Março de 2016 – 2,2%


Apesar deste corte nas remunerações, o IGCP tem conseguido forte procura na emissão destes títulos. Nas cinco colocações anteriores angariou um total de 5.650 milhões de euros em financiamento, o que perfaz mais de mil milhões de euros por emissão. A emissão de Julho deste ano atraiu o interesse de mais de 70 mil investidores.

 

De olho no subsídio de Natal

 

A oferta pública de subscrição destes títulos vai decorrer entre 15 e 28 de Novembro, pelo que ainda irá a tempo para muitos portugueses aproveitarem o subsídio de Natal para reforçar a aposta nos produtos de poupança do Estado.

 

Já a última emissão também foi lançada em Julho, de olho nos subsídios de férias e no regresso ao país de muitos emigrantes. Tal como nas emissões anteriores o montante indicativo é de 500 milhões de euros, mas poderá ser aumentado caso a procura o justifique. Uma decisão que  terá de ser anunciada pelo ministério das Finanças até 21 de Novembro e que foi sempre tomada no passado.

 

De resto as caracteristicas desta emissão são as mesmas de sempre. As ordens de subscrição serão expressas em montante, sendo o mínimo de subscrição por investidor de 1.000 euros correspondente a 1 OTRV, e o máximo de 1.000.000 euros correspondente a 1.000 OTRV, devendo as ordens ser transmitidas em múltiplos de 1.000 euros e subscritas junto de uma instituição de crédito.


Segundo o IGCP, as OTRV têm previstas o pagamento de juros, semestral e postecipadamente, em 5 de junho e 5 de dezembro de cada ano, ocorrendo o reembolso do capital em 5 de dezembro de 2022.




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comentários mais recentes
Invicta Há 1 semana

Enquanto se financiarem grátis junto do BCE, que incentivos tem para pagarem aos privados?

Metam os certificados de tesouro naquilo q se sabe Há 1 semana

Com esta taxa de juro mais vale ter o dinheiro à ordem para desbundar! O PS necessita e quer dinheiro de borla! Ninguém deveria depositar um euro nestes certificados de aforro e tesouro!

Anónimo Há 1 semana

Acho muito bem que o IGCP tente angariar dinheiro barato. No que me diz respeito, agradeço a oferta mas, Não Obrigado.

O PS quer financiar-se de borla! Execráveis! Há 1 semana

O PS é inimigo da poupança, tem um ódio visceral aos aforradores. Ninguém deveria colocar 1 euro nos certificados de aforro e tesouro, o Estado q se fosse financiar ao caaralho! Ainda me lembro do Costa Pina do PS destruir os certificados de aforro série B e criar a C q não valia um caracol!

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