Mercados Novo produto de poupança do Estado paga menos

Novo produto de poupança do Estado paga menos

O Ministério das Finanças anunciou, esta quinta-feira à tarde, as condições do novo produto de poupança, que terá uma remuneração média anual de 1,39%. As subscrições nos actuais CTPM terminam esta sexta-feira, 27 de Outubro.
Novo produto de poupança do Estado paga menos
Miguel Baltazar/Negócios
Raquel Godinho 26 de outubro de 2017 às 19:32
O Governo aprovou esta quinta-feira, em Conselho de Ministros, o lançamento de um novo produto de poupança: os Certificados do Tesouro Poupança Crescimento (CTPC). Este produto, que tem uma duração de sete anos, terá uma remuneração média anual de 1,39%, o que compara com os 2,25% que os actuais Certificados do Tesouro Poupança Mais (CTPM), com um prazo de cinco anos, apresentam como remuneração média anual. As subscrições deste novo produto arrancam na segunda-feira, 30 de Outubro. O investimento mínimo é de mil euros.

OS CTPC são emitidos por um prazo de sete anos e pagam uma taxa de juro bruta de 0,75% que se mantém no segundo ano e vai depois aumentando até chegar aos 2,25% no sétimo ano. "A remuneração definida para os CTPC encontra-se alinhada com as actuais taxas de juro da República Portuguesa. Estas taxas são resultado da melhoria das condições de financiamento e mantêm a atractividade que tem caracterizado estes produtos, complementando a actual oferta de Certificados de Aforro e de Obrigações do Tesouro de Rendimento Variável (OTRV)", refere o comunicado publicado pelo Ministério das Finanças.

À remuneração bruta deste produto, pode acrescer, a partir do segundo ano, "um prémio, correspondente a 40% do crescimento médio real do PIB a preços de mercado nos últimos quatro trimestres conhecidos no mês anterior à data de pagamento de juros". No caso dos CTPM, este prémio era de 80% e pago a partir do quarto ano - o que será concretizado na próxima semana, quando se assinalam os quatro anos do lançamento deste produto.

Mas, no caso dos novos CTPC, "o prémio apenas tem lugar no caso do crescimento médio real do PIB ser positivo e fica limitado a um máximo de 1,2% em cada ano, equivalente a 40% de um crescimento médio real do PIB de 3%".

Tal como acontecia nos CTPM, o resgate só é possível um ano após a subscrição, sendo que depois desse período o resgate poderá ocorrer a qualquer altura, acarretando a perda total dos juros decorridos desde o último vencimento de juros até à data de resgate.

"A criação dos CTPC visa fomentar a poupança de médio prazo dos cidadãos e dinamizar o acesso dos particulares a instrumentos de dívida pública com taxa fixa garantida, a que acresce um prémio a partir do segundo ano, determinado em função do valor do crescimento económico, medido pelo Produto Interno Bruto (PIB)", conclui o comunicado das Finanças.

As características dos novos CTPC

Remuneração média anual de 1,39%
Os Certificados do Tesouro Poupança Crescimento (CTPC) terão um prazo de sete anos. No primeiro ano, pagarão uma taxa de juro de 0,75% que se mantém no segundo ano. Esta taxa vai aumentando até chegar aos 2,25% do sétimo e último ano. Em média, a remuneração anual deste produto é de 1,39%, ficando aquém dos 2,25% que os CTPM pagaram, em média, em cinco anos. 

Prémio é pago no segundo ano
A esta remuneração, a partir do segundo ano, acresce um prémio "correspondente a 40% do crescimento médio real do PIB a preços de mercado nos últimos quatro trimestres conhecidos no mês anterior à data de pagamento de juros". Este prémio apenas tem lugar no caso do crescimento médio real do PIB ser positivo e fica limitado a um máximo de 1,2% em cada ano.

Produto tem que ser mantido um ano
Tal como acontecia nos CTPM, o resgate só é possível um ano após a subscrição, sendo que depois desse período o resgate poderá ocorrer a qualquer altura, acarretando a perda total dos juros decorridos desde o último vencimento de juros até à data de resgate.

Investimento mínimo de 1.000 euros

O investimento mínimo neste novo produto de poupança do Estado é de mil euros, tal como nos CTPM. Estes novos CTPC podem ser subscritos a partir de 30 de Outubro.

(Notícia actualizada as 19h40 com mais informação)



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mais votado Anónimo Há 3 semanas

Em Portugal investir é comprar títulos de dívida pública aos balcões dos CTT, muitas vezes com dinheiro que chegou ao "investidor" directamente das últimas emissões de dívida pública da República. Siga a festa. Aguentem lá os salários injustificáveis e as generosas pensões irrealistas de todos os excedentários por mais uns semestres. O ciclo ruinoso, na boca destes iluminados, passa a chamar-se ciclo virtuoso.

comentários mais recentes
Anónimo Há 3 semanas

Em Portugal investir é comprar títulos de dívida pública aos balcões dos CTT, muitas vezes com dinheiro que chegou ao "investidor" directamente das últimas emissões de dívida pública da República. Siga a festa. Aguentem lá os salários injustificáveis e as generosas pensões irrealistas de todos os excedentários por mais uns semestres. O ciclo ruinoso, na boca destes iluminados, passa a chamar-se ciclo virtuoso.

Anónimo Há 3 semanas

Aforradores pagam incompetência deste governo, um bando de trafulhas, cuja receita é sempre tirar a quem tem para manter o estado incompetente e cheio de corruptos
Isto está como Brasil, só vigaristas na politica

Invicta Há 3 semanas

Nesta terra, quem tem algum dinheiro é criminoso e é preciso extorqui-lo, lá dizem as mortáguas e outros que o não dizem, mas pensam igual.

O Estado brinca com os aforristas! Salafrários! Há 3 semanas

O Centeno com riso de tótó, está a fazer a mesma canalhice que fez o malvado Costa Pina quando cancelou os certificados de aforro série B e criou a série C. Depois o Teixeira dos Bancos lá teve que criar os Certificados de TESOURO para estancar os resgates dos certificados de aforro! Calhordas!

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