Bolsa Novo recorde do S&P 500 à espreita

Novo recorde do S&P 500 à espreita

O Standard & Poor’s 500 está a seis pontos de marcar um novo máximo histórico, animado pela especulação de que a Reserva Federal norte-americana irá subir os juros já na reunião de Dezembro.
Novo recorde do S&P 500 à espreita
Reuters
Carla Pedro 18 de Novembro de 2016 às 14:46

Depois de o Dow Jones ter estabelecido novos máximos históricos em algumas das últimas sessões, bem como sucessivos recordes de fecho, agora é o Standard & Poor’s 500 que está a caminho de fazer o mesmo, animado pelas declarações da presidente da Fed.

 

A presidente da Reserva Federal norte-americana, Janet Yellen, disse na quinta-feira – no seu primeiro discurso após Donald Trump ter ganho as eleições presidenciais – que pretende levar o seu mandato até ao fim, e sublinhou que o banco central está perto de subir novamente as taxas de juro, uma vez que a economia dos EUA continua a ganhar tracção.

 

Estas afirmações sustentaram Wall Street na sessão de ontem e continuam a animar os investidores esta sexta-feira, já que se intensificou a especulação de que a Fed poderá aumentar os juros directores já em Dezembro – as probabilidades médias apontadas pelos analistas são de 96%, contra 80% antes das eleições presidenciais.

 

Os investidores estão convictos de que Yellen optará por uma política monetária mais apertada, já que Donald Trump pretende estimular os gastos – o que aumentará a inflação.

 

O S&P 500 está assim muito perto de estabelecer um novo máximo histórico, tendo aberto a sessão praticamente inalterado face a ontem, a subir muito ligeiramente para 2.187,74 pontos. O seu actual recorde de sempre foi marcado a 15 de Agosto, nos 2.193,81 pontos.

 

Também o índice industrial Dow Jones segue a negociar no verde, a ganhar 0,04% para 18.911,01 pontos. O seu máximo histórico, atingido na segunda-feira, 14 de Novembro, está nos 18.934,05 pontos.

 

O tecnológico Nasdaq Composite, por seu lado, valoriza 0,17% para se fixar nos 5.343,28 pontos.

 

A especulação de que a Administração Trump levará a cabo estímulos orçamentais tem ajudado a puxar pelos títulos dos sectores que são percepcionados como beneficiando do crescimento económico, como é o caso dos títulos industriais, das farmacêuticas e da banca.




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