Mercados Novos certificados pagam menos mas batem depósitos

Novos certificados pagam menos mas batem depósitos

O Estado lançou, esta quinta-feira, um novo produto de poupança: os CTPC. Vai pagar anualmente 1,39%, em média, nos sete anos de vida deste instrumento. Uma remuneração mais baixa do que no produto anterior mas que supera o que pagam os depósitos.
A carregar o vídeo ...
Raquel Godinho 27 de outubro de 2017 às 07:00
Nas vésperas do Dia Mundial da Poupança, o Estado lançou um novo produto: os Certificados do Tesouro Poupança Crescimento (CTPC). Vêm substituir os Certificados do Tesouro Poupança Mais (CTPM) e pagam menos do que estes, mas têm um prazo mais longo. E superam também a remuneração dos tradicionais depósitos.

Os CTPC têm uma duração de sete anos e uma remuneração média anual de 1,39%, o que compara com os 2,25% que os actuais CTPM, com um prazo de cinco anos, apresentam como remuneração média anual. No primeiro ano, este produto paga uma taxa de juro bruta de 0,75%, que se mantém no segundo ano e vai depois aumentando até chegar aos 2,25% no sétimo ano.

Apesar de ficar aquém dos CTPM, cujas subscrições terminam esta sexta-feira, este novo produto paga mais do que os depósitos. As novas aplicações, em Agosto, conseguiram uma remuneração de 0,24%, de acordo com os dados do Banco de Portugal. Trata-se mesmo do valor mais baixo desde que há registo.

"Dado o espectro de produtos disponíveis no mercado, continua a ser um produto atractivo, sobretudo em relação aos depósitos, quer pela taxa ‘de base’ quer pela possibilidade de a remuneração poder ser consideravelmente mais alta em caso de o ciclo de crescimento se mantiver ou até acelerar", explica Filipe Garcia.

"Compreende-se que seja lançado um novo produto de poupança com uma taxa de base mais baixa, porque a oferta dos CTPM estava muito acima do resto do mercado, mesmo comparado com alternativas do emitente Tesouro. A subida do ‘rating’ e, sobretudo, a descida das taxas de juro da dívida pública justificam que o Tesouro não precise pagar ‘tanto’ para atrair poupança por esta via", acrescenta o economista da IMF.
De acordo com a informação avançada pelo Ministério das Finanças, esta quinta-feira à tarde, à remuneração bruta dos CTPC pode acrescer, a partir do segundo ano, "um prémio, correspondente a 40% do crescimento médio real do PIB a preços de mercado nos últimos quatro trimestres conhecidos no mês anterior à data de pagamento de juros". Mas este prémio fica limitado a um máximo de 1,2% em cada ano, equivalente a 40% de um crescimento médio real do PIB de 3%.

As subscrições dos CTPM terminam já esta sexta-feira e poderá haver "um acréscimo de subscrições face ao normal para aproveitar as condições ainda em vigor", antecipa Filipe Garcia. Uma "situação que poderá prejudicar um pouco o arranque dos CTPC, mas depois o ritmo de subscrições tenderá a normalizar para um produto que continuará a pagar acima da média", conclui o economista da IMF.

tome nota 

Conheça o novo produto de poupança

Os CTPC arrancam na próxima segunda-feira, 30 de Outubro. Vêm substituir os actuais CTPM. 

REMUNERAÇÃO MÉDIA ANUAL É DE 1,39%
Os Certificados do Tesouro Poupança Crescimento (CTPC) terão um prazo de sete anos. No primeiro ano, pagarão uma taxa de juro de 0,75% que se mantém no segundo ano. Esta taxa vai aumentando até chegar aos 2,25% do sétimo e último ano. Em média, a remuneração anual deste produto é de 1,39%, ficando aquém dos 2,25% que os CTPM pagaram, em média, em cinco anos.

PRÉMIO É PAGO NO SEGUNDO ANO
A esta remuneração, a partir do segundo ano, acresce um prémio "correspondente a 40% do crescimento médio real do PIB a preços de mercado nos últimos quatro trimestres conhecidos no mês anterior à data de pagamento de juros". Este prémio apenas tem lugar no caso do crescimento médio real do PIB ser positivo e fica limitado a um máximo de 1,2% em cada ano.

PRODUTO TEM DE SER MANTIDO UM ANO
Tal como acontecia nos CTPM, o resgate só é possível um ano após a subscrição, sendo que depois desse período o resgate poderá ocorrer a qualquer altura, acarretando a perda total dos juros decorridos desde o último vencimento de juros até ao resgate. O investimento mínimo é de mil euros.




A sua opinião19
Este é o seu espaço para poder comentar o nosso artigo. A sua opinião conta e nós contamos com ela.
Faltam 300 caracteres
Negócios oferece este espaço de comentário, reflexão e debate e apela aos leitores que respeitem o seu estatuto editorial, promovam a discussão construtiva e combatam o insulto. O Negócios reserva-se ao direito de editar, apagar ou mesmo modificar os comentários dos seus leitores se atentarem contra o bom senso e seriedade.O acesso a todas as funcionalidades dos comentários está limitada a leitores registados e a Assinantes.
comentar
comentários mais recentes
bazanga Há 3 semanas

Esqueceram-se de dizer que não está ao abrigo do FGD.

O PS quer financiar-se de borla! Execráveis! Há 3 semanas

É na inacreditável ouvir no youtube as escutas de Sócrates! Aquele pulha não governou, amanhou-se ele e as suas 4 putas! Até a Câncio a dizer q o Sócrates é um buraco por não querer ir ver um andar de 2,2 milhões de euros no Chiado! A Câncio sem carácter se tivesse vergonha desaparecia do mapa!

O PS faz as sempre as mesmas burricadas! Há 3 semanas

O Estado tem uma dívida impagável de 250 mil milhões de €! Agora anda a ver se poupa na taxa de juro ao criar outros certificados de tesouro! Vamos ver no q dá! Já Costa Pina fez a mesma coisa e o resultado foi um desastre! Teve o Teixeira dos Bancos criar os certificados de tesouro para compensar!

Daqui a 3 anos os juros já estão mais altos Há 3 semanas

O Estado quer o dinheiro quase de borla e se houver reestruturação da dívida (cenário não fora de perigo) lá vão as economias de uma vida pró maneta! A Mortágua anda desejosa de pregar o CALOTE! Muito cuidado com este governo PS, os juros são ridículos e demasiados baixos e 7 anos é muito tempo!

ver mais comentários
pub