Mercados O melhor e o pior nos mercados em 2017

O melhor e o pior nos mercados em 2017

Com o ano a chegar ao fim, a Bloomberg elaborou uma espécie de ranking com o melhor e o pior nos mercados financeiros em 2017. Um dos casos que facilmente vem à memória é a bitcoin e a sua gigante valorização, mas este não foi o único episódio do ano.
O melhor e o pior nos mercados em 2017
Bloomberg
Ana Laranjeiro 28 de dezembro de 2017 às 12:05

Com o ano velho a ir embora e o novo a chegar, é tempo de balanços. A Bloomberg elaborou uma espécie de ranking do que de melhor se passou nos mercados financeiros.

Nos mercados bolsistas, as acções ucranianas tiveram um bom ano. Em Maio, o Fundo Monetário Internacional sinalizou que via "sinais de recuperação" na economia e uma "base promissora para o crescimento futuro", segundo a agência. Esta crença do FMI terá animado os investidores que apostaram neste mercado. A Ucrânia não foi o único mercado emergente a registar uma forte valorização este ano. A bolsa deste país da antiga União Soviética registou um ganho de 80%, segundo a Bloomberg. O índice do Cazaquistão surge em segundo lugar, subindo 64%, seguido de perto pela praça da Mongólia (MSE Top-20 index) com um ganho de 63%. A aposta dos investidores nestes índices pode ter acontecido devido à expectativa de retornos elevados.

Em sentido oposto, estiveram as acções do Qatar e do Paquistão. As acções do Qatar foram penalizadas pela incerteza política gerada pelo corte de relações com estados vizinhos. Bahrein, Egipto, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Iémen anunciaram a 5 de Junho o rompimento de relações diplomáticas e o corte de ligações aéreas e marítimas com o Qatar, acusando o país de ingerência e de apoiar o terrorismo.

No caso do Paquistão, a fraca prestação ficou a dever-se, segundo a Bloomberg, a retirada de capitais por parte de estrangeiros do país. Esta lista poderia ser diferente se a Venezuela tivesse sido incluída – algo que não aconteceu, explica a agência, porque o ganho das acções do país deve-se sobretudo à desvalorização cambial.

Obrigações e câmbios

No mercado das obrigações do Tesouro, a Bloomberg indica que há dois países que se destacam: a Grécia nos mercados desenvolvidos e a Argentina nos mercados em desenvolvimento.

A Grécia, depois de vários anos de planos de ajustamento financeiro que restringiu o poder de compra das famílias, e num ano em que começou a dar os primeiros passos para um regresso aos mercados de dívida foi, segundo a Bloomberg, o país cujas obrigações tiveram o melhor desempenho.

Nos mercados emergentes, o melhor desempenho foi registado por Belize (país da América Central que faz fronteira com Guatemala e México), que beneficiou de uma melhoria de notificação por parte da Moody’s. A Argentina, liderada por Mauricio Macri, foi a segunda economia com melhor desempenho.

No mercado cambial o destaque foi para um país lusófono: Moçambique. O metical foi a divisa com o maior ganho numa altura em que as autoridades locais tiveram dificuldades em controlar a inflação na sequência da crise de dívida que assolou o país. Ainda assim, o banco central adiantou que tem como objectivo alcançar uma taxa de inflação mais baixa e estável.


Bitcoin e paládio

A criptomoeda bitcoin há muito que dá que falar, mas nos últimos dias, a forte valorização que tem registado tem feito correr muita tinta. Ainda que esta manhã esteja a registar uma queda superior a 7%, negociando acima dos 13 mil dólares, desde o início do ano, a bitcoin acumula um ganho superior a 1.300%. Perante estes ganhos houve vozes que alertaram para a possibilidade que esteja a ser formada uma bolha.

Entre as matérias-primas, o paládio subiu mais de 50%, liderando os ganhos entre os metais preciosos, alimentado pela aposta dos investidores que este material vai ser cada vez mais usado em veículos, aponta a Bloomberg. Esta matéria-prima é muitas vezes usada em dispositivos de controlo de poluição nos carros a gasolina.

Para o cobre e para o alumínio o ano está a ser igualmente positivo, tendo a subida destes metais sido alimentada pela melhoria das perspectivas para a economia mundial.

Já o açúcar e o gás natural não tiveram um ano positivo. O açúcar foi penalizado, segundo a agência, pelos receios de que se estivesse a formar um excedente mundial e o gás natural pelo facto de se ter registado, ao longo deste ano, o segundo Inverno relativamente quente. Assim, as reservas desta matéria-prima permaneceram em níveis elevados, o que pressionou a cotação.




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mais votado Pode não ter só interesse folclórico... Há 2 semanas

Amiúde estes rankings explicitam situações:
1)Ou que têm "pernas para andar" e então, depois de serem estatisticamente caracterizadas, servirem de inputs para estratrégias de "Momentum";
2)Ou que reflectem situações de desequilíbrios insustentáveis, e em tal caso, depois de profundamente analisadas, poderem servir de imputs para estratégias tipo "Valor" de reversão para a média.
Em qualquer dos casos é essencial muito trabalho pois o denominador comum de quem tem pretensões a ter êxito na Bolsa é, incontornavelmente, não ser...preguiçoso, e não acreditar que os bons resultados caem do Céu e não vêm sem muito suor e algumas vezes sem "pranto e ranger de dentes"(utilizando as eloquentes palavras de S. Mateus no Evangelho).

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Pode não ter só interesse folclórico... Há 2 semanas

Amiúde estes rankings explicitam situações:
1)Ou que têm "pernas para andar" e então, depois de serem estatisticamente caracterizadas, servirem de inputs para estratrégias de "Momentum";
2)Ou que reflectem situações de desequilíbrios insustentáveis, e em tal caso, depois de profundamente analisadas, poderem servir de imputs para estratégias tipo "Valor" de reversão para a média.
Em qualquer dos casos é essencial muito trabalho pois o denominador comum de quem tem pretensões a ter êxito na Bolsa é, incontornavelmente, não ser...preguiçoso, e não acreditar que os bons resultados caem do Céu e não vêm sem muito suor e algumas vezes sem "pranto e ranger de dentes"(utilizando as eloquentes palavras de S. Mateus no Evangelho).

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