Obrigações Obrigações do FC Porto atraem menos procura com juros mais baixos

Obrigações do FC Porto atraem menos procura com juros mais baixos

A FC Porto SAD concluiu a emissão de 35 milhões de euros em obrigações com a taxa mais baixa de sempre neste tipo de instrumentos. A oferta atraiu quase 3.500 investidores. Mas a procura desceu em relação a operações anteriores.
Obrigações do FC Porto atraem menos procura com juros mais baixos
Correio da Manhã
Rui Barroso 07 de junho de 2017 às 17:15
A FC Porto SAD financiou-se em 35 milhões de euros com a emissão de obrigações a três anos e com uma taxa de juro de 4,25%, a mais baixa desde que começou a emitir obrigações de forma regular. A operação atraiu 3.471 investidores segundo dados revelados pela Euronext esta quarta-feira, 7 de Junho. Mais de dois mil investidores subscreveram até 5.000 euros. E houve 60 investidores a ficar com mais de 50 mil euros.

Ainda assim, o valor das ofertas baixou em relação a operações comparáveis. A procura foi de 45,8 milhões de euros, excedendo em 1,31 vezes o montante em oferta, que tinha sido revisto em alta de 30 milhões para 35 milhões de euros. O rácio da procura foi o mais baixo desde 2003, ano da primeira emissão obrigacionista da SAD azul e branca. De referir, no entanto, que nas emissões passadas, a SAD liderada por Pinto da Costa acenou com juros mais elevados.

Já no que diz respeito ao número de investidores, foi o mais baixo desde a emissão de 2011. No prospecto da oferta, a FC Porto SAD explicou que o valor encaixado com estas obrigações serviria para "consolidar o passivo num prazo mais alargado", para financiar a actividade corrente e para amortizar uma outra linha de obrigações, que venceu este mês, no valor de 20 milhões de euros.

O coordenador global da operação foi o Montepio Investimento. As novas obrigações serão admitidas à negociação na próxima sexta-feira, 9 de Junho.






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Anónimo 07.06.2017

Eu que sou portista, e ferrenho, não meti, nem nunca meteria, um cêntimo nisto. Emprestar a um clube de futebol? Encher os bolsos de dirigentes e empresários de jogadores? Por o futuro dos meus filhos em risco? Em troca de 4,25%? Nunca, nunca, nunca.

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