Petróleo OPEP e Rússia acordam extensão de nove meses nos cortes da produção de petróleo

OPEP e Rússia acordam extensão de nove meses nos cortes da produção de petróleo

O acordo sobre os cortes na produção de petróleo - que deveria terminar em Março - vai ser prolongado por nove meses até ao final do próximo ano.
OPEP e Rússia acordam extensão de nove meses nos cortes da produção de petróleo
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Rita Faria 30 de novembro de 2017 às 18:01

Tal como era antecipado pelo mercado, os membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) e o grupo de países liderado pela Rússia concordaram prolongar por mais nove meses – até ao final de 2018 - os cortes na produção de petróleo acordados em Novembro de 2016.

 

A OPEP deu luz verde à extensão num encontro que decorreu durante a manhã desta quinta-feira, em Viena, e que foi seguido por uma outra reunião que, além dos membros do cartel, incluiu os restantes países que se juntaram ao acordo no ano passado, incluindo a Rússia.

 

O ministro do Petróleo do Kuwaiti, Essam al-Marzouq, confirmou que estes países também deram o seu "sim" ao prolongamento das restrições na oferta até ao fim do próximo ano. O acordo em vigor – que cortou a produção conjunta em cerca de 1,8 milhões de barris por dia – terminava em Março, depois de já ter sido estendido em nove meses.

 

A OPEP também decidiu que a Nigéria e a Líbia devem limitar a sua produção aos níveis deste ano, depois de os dois países terem ficado isentos de cortes até ao momento, devido às dificuldades que limitaram naturalmente a sua oferta.

 

Antes da reunião desta manhã, o ministro da Energia da Arábia Saudita disse que era prematuro falar numa estratégia de saída, mas admitiu que o acordo poderia ser revisto em Junho, para avaliar os progressos e a evolução do mercado.

 

"Quando estivermos para sair do acordo, vamos fazê-lo de forma muito gradual… para garantir que não provocamos um choque no mercado", afirmou o ministro do maior produtor de petróleo do cartel, citado pela Reuters.

 

Os ministros do Iraque, Irão e Angola também admitiram que seria possível rever o acordo em Junho, e eventualmente alterá-lo para responder à evolução do mercado.  

 

"Os principais parâmetros que poderiam justificar uma revisão são mudanças no mercado e mudanças nos preços", disse o ministro iraquiano do Petróleo, Jabar al-Luaibi.




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