Petróleo OPEP quer estender cortes na produção de petróleo até ao final de 2018. Rússia não se compromete

OPEP quer estender cortes na produção de petróleo até ao final de 2018. Rússia não se compromete

O cartel e seus aliados vão debater o prolongamento dos cortes na oferta por nove meses na reunião de quinta-feira, em Viena.
OPEP quer estender cortes na produção de petróleo até ao final de 2018. Rússia não se compromete
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Rita Faria 28 de novembro de 2017 às 11:16

Todos os membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) querem prolongar os cortes na produção desta matéria-prima por nove meses – ou seja, até ao final de 2018 – enquanto a Rússia, que também faz parte do acordo, ainda não se comprometeu com a extensão.

A notícia é avançada pela Bloomberg dois dias antes da reunião do cartel e seus aliados, em Viena, onde será debatida a possibilidade de prolongar a redução na oferta além do prazo previsto (Março).

De acordo com fontes citadas pela agência noticiosa, Moscovo mantém os receios sobre a manutenção do barril de petróleo acima dos 60 dólares, que poderá beneficiar os rivais norte-americanos.

A situação traduz o dilema enfrentado pelas mais de duas dezenas de produtores de petróleo que fecharam um acordo histórico para reduzir a produção conjunta, no final do ano passado. Ainda que os esforços tenham dado frutos – o excedente global está a diminuir e os preços subiram para máximos de dois anos – os membros da OPEP não conseguem antecipar a forma como os produtores de petróleo de xisto norte-americanos responderão se o cartel continuar a restringir a sua própria produção até ao final do próximo ano. 

Até recentemente, tanto a Rússia como o Kuwait insistiam que a decisão de prolongar os cortes por mais nove meses devia ser adiado para o início de 2018, para ter uma perspectiva mais clara sobre a evolução do mercado.

"O mercado está numa posição muito melhor do que no ano passado" graças ao acordo, afirmou o ministro da Energia dos Emirados Árabes Unidos, Suhail Mazrouei, no Dubai. "Esperamos um novo ano de correcção e recuperação".

Recorde-se que, no final de 2016, a OPEP e um conjunto de aliados acordaram reduzir a produção de petróleo em 1,8 milhões de barris por dia, para reduzir o excedente global e equilibrar os preços. Em Maio, após se tornar claro que seis meses não seriam suficientes para eliminar o excedente, os países acordaram uma extensão do acordo até Março de 2018. Agora, ponderam um novo prolongamento, que será decidido na reunião do dia 30 de Novembro.

Apesar da subida dos preços da matéria-prima e do maior equilíbrio entre a oferta e a procura, os inventários de crude nos países industrializados continuam 140 milhões de barris acima da média de cinco anos, segundo avançou o secretário-geral da OPEP, Mohammad Barkindo, na segunda-feira.

Nesta altura, o West Texas Intermediate (WTI), negociado em Nova Iorque, desliza 0,83% para 57,63 dólares, enquanto o Brent, transaccionado em Londres, recua 0,70% para 63,39 dólares. 




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