Petróleo OPEP: São necessárias medidas "extraordinárias" para estabilizar o mercado

OPEP: São necessárias medidas "extraordinárias" para estabilizar o mercado

Barkindo sinalizou que a OPEP e outros países produtores de petróleo deverão alargar o prazo do acordo que prevê a manutenção das quotas de produção.
OPEP: São necessárias medidas "extraordinárias" para estabilizar o mercado
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Negócios com Bloomberg 09 de outubro de 2017 às 08:01

O secretário-geral da OPEP, Mohammad Barkindo, disse esta segunda-feira que a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) está a ter sucesso na estratégia de reequilibrar o mercado petrolífero, mas adiantou que terão que ser tomadas mais medidas.

 

"Há um consenso crescente que, em primeiro lugar, o processo de reequilíbrio do mercado [petrolífero] está em andamento. Em segundo lugar, que para isto ser sustentável ao longo do próximo ano, algumas medidas extraordinárias têm que ser adoptadas de modo a restaurar esta estabilidade duma forma sustentável", afirmou Barkindo depois de um encontro com o ministro do petróleo da Índia.

 

A OPEP e outros países produtores de petróleo, como a Rússia, têm um acordo para manter sem variação as quotas de produção de petróleo. Este expira em Março e de acordo com a Bloomberg, a Arábia Saudita e a Rússia estão a encetar conversações com os parceiros neste acordo sobre a necessidade de o renovar.

 

Barkindo não elaborou sobre o alcance das palavas que proferiu na Índia, mas em cima da mesa deverá estar a renovação do acordo por mais tempo e com as mesmas condições.

 

Vladimir Putin afirmou a semana passada que a Rússia está disponível para esse compromisso, que tem como objectivo impulsionar a queda nos preços da matéria-prima e combater o excesso de oferta no mercado. Na semana passada os preços do crude desceram 3,3%, naquela que foi a maior queda semanal desde Junho e colocou a variação de 2017 com sinal negativo (-2%).

 

A próxima reunião da OPEP está marcada para 30 de Novembro. Barkindo acrescentou que os países que assinaram o acordo estão abertos a que mais produtores entrem no pacto, embora não esteja prevista nenhuma reunião extraordinária.    




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