Câmbios Palavras de Draghi levam euro a subir mais de 0,5%

Palavras de Draghi levam euro a subir mais de 0,5%

A moeda única europeia está a reagir à confiança demonstrada pelo presidente do BCE, que garantiu que os factores que pesam sobre a inflação são "temporários". Ainda assim, os estímulos ainda são necessários, reiterou.
Palavras de Draghi levam euro a subir mais de 0,5%
Bloomberg
Rita Faria 27 de junho de 2017 às 11:03

A moeda única europeia, que negociava em alta ligeira no início da sessão, está a reforçar os ganhos, sustentada pelas palavras do presidente do Banco Central Europeu (BCE), que demonstrou confiança na recuperação da economia europeia.

O euro ganha 0,66% para 1,1256 dólares, o valor mais elevado desde o dia 14 de Junho. Considerando apenas os valores de fecho, trata-se da maior subida desde 19 de Maio.

A animar a moeda única está o discurso proferido esta manhã, no 4.º Fórum do BCE em Sintra, por Mario Draghi, que considerou que, não obstante a recuperação da economia, ainda são necessários estímulos por parte da autoridade monetária, e que os factores que estão a pesar sobre a inflação são "temporárias".

"Podemos estar confiantes que a nossa política está a funcionar e os seus efeitos totais na inflação vão materializar-se gradualmente. Mas para isso, a nossa política precisa de ser persistente, e precisamos de ser prudentes na forma como ajustamos os parâmetros [da política monetária] à melhoria das condições económicas", afirmou o presidente do BCE.

 

Draghi mostrou-se optimista quanto à situação europeia, tanto no plano económico, como político. Mas pediu paciência para dar tempo à retoma e as pressões inflacionistas para se instalarem.

 

"As forças deflacionistas foram substituídas por forças reflacionistas. Embora ainda existam factores que estão a pesar na trajectória da inflação, estes são factores principalmente temporários que o banco central pode ignorar no médio prazo", assegurou. 




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mais votado Anónimo Há 3 semanas

Precisamos de combater o excedentarismo, a corrupção e demais despesismo, flexibilizar o mercado laboral, fomentar o mercado de capitais, moralizar o sistema de prestações sociais, e assim criar as condições para que a criação de valor na economia obedecendo às forças de mercado que correspondem às reais necessidades dos agentes económicos, assente na inovação disruptora e no empreendedorismo visionário, seja cada vez maior.

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Anónimo Há 3 semanas

O problema subjacente à crise de equidade e sustentabilidade é o facto de se andar a dar dinheiro a mais a muita gente que não só não cria valor algum, como por acréscimo não fazem diligentemente outra coisa para além de extrair valor do Estado, da economia e da sociedade. Podem mudar as regras e conceder as ajudas todas que quiserem junto à banca de retalho e ao sector público, mas enquanto não entenderem isto a crise persistirá e terá sempre tendência a se agravar.

Anónimo Há 3 semanas

Precisamos de combater o excedentarismo, a corrupção e demais despesismo, flexibilizar o mercado laboral, fomentar o mercado de capitais, moralizar o sistema de prestações sociais, e assim criar as condições para que a criação de valor na economia obedecendo às forças de mercado que correspondem às reais necessidades dos agentes económicos, assente na inovação disruptora e no empreendedorismo visionário, seja cada vez maior.

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