Bolsa Patris entra no Alternext avaliada em quase 15 milhões de euros

Patris entra no Alternext avaliada em quase 15 milhões de euros

A dona da Real Vida Seguros foi admitida esta quinta-feira no mercado Alternext. O objectivo da empresa é ganhar dimensão para passar para o Euronext na sequência da sua estratégia de aquisições.
Patris entra no Alternext avaliada em quase 15 milhões de euros
Bruno Simão
Rui Barroso 15 de dezembro de 2016 às 12:19

A Patris Investimentos é a terceira empresa portuguesa a entrar no mercado Alternext. A holding foi admitida neste segmento da bolsa após três aumentos de capital feitos por colocações privadas nos últimos 12 meses, que resultaram num reforço de 2,7 milhões de euros, 2,5 milhões dos quais colocados junto de 11 novos accionistas.

O preço por acção do último aumento de capital, e que serve como referência para a admissão ao mercado, foi de 3,20 euros por acção, o que avalia a empresa em 14,8 milhões de euros. Foram admitidas mais de 4,6 milhões de títulos da Patris Investimentos.

A "holding" liderada por Gonçalo Pereira Coutinho (na foto, à direita) tem mais de três dezenas de accionistas. E os títulos irão negociar por chamada. A primeira acontecerá às 15 horas desta quinta-feira, 15 de Dezembro.

Patris confia em liquidez das acções

O objectivo da empresa é ganhar dimensão para passar do mercado Alternext para o Euronext. O Mercado Alternext é destinado a pequenas e médias empresas e com requisitos regulatórios mais leves e serve como um primeiro contacto dessas empresas com o mercado de capitais.

A Patris Investimentos é a terceira empresa portuguesa a entrar no Alternext, depois da ISA e da Nexponor. E é a empresa número 200 neste mercado criado pela Euronext para pequenas e média empresas nacionais, francesas, holandesas e belgas.

Apesar das duas cotadas portuguesas que entraram neste segmento da bolsa terem uma liquidez praticamente inexistente, Gonçalo Pereira Coutinho referiu que a Patris Investimentos poderá ter condições para ter uma liquidez mais regular.

"É necessário um esforço de divulgação junto dos investidores e há fundos de investimento direccionados para pequenas e médias capitalizações. Tentaremos angariar investidores e temos condições para ter mais liquidez do que outras empresas", referiu o líder da Patris Investimentos aos jornalistas, após a cerimónia de admissão ao mercado da empresa.

Objectivo passa por mais aquisições

A Patris Investimentos foi criada há dez anos e cresceu sobretudo através de aquisições. Essa estratégia será para continuar e a entrada no mercado de capitais pode ser um instrumento para esse objectivo. A "holding", que comprou a Real Vida Seguros em 2013, está a finalizar a compra da Finibanco Vida e do Banif Pensões.

No entanto, Gonçalo Pereira Coutinho indicou que em média a empresa faz uma compra por ano e que em 2017 esse cenário poderá repetir-se. Um dos motivos que levaram à entrada no mercado de capitais foi também o de "realizar outro tipo de operações", como por exemplo, "aquisições financiadas através da entrega de acções".

Além da Real Vida Seguros, a Patris Investimentos detém a Fincor Corretora, a Patris Gestão de Activos e a Patris Sociedade Gestora de Fundos de Titularização de Créditos. Tem também algumas participações fora do sector financeiro, como uma participação na Controlauto, entidade que faz inspecções automóveis.

Em 2015, a Patris Investimentos reportou um resultado líquido de 520 mil euros e contava com 210 funcionários, 120 dos quais ligados à área financeira.  

(notícia actualizada às 13:15 com mais informação)




A sua opinião0
Este é o seu espaço para poder comentar o nosso artigo. A sua opinião conta e nós contamos com ela.
Faltam 300 caracteres
Negócios oferece este espaço de comentário, reflexão e debate e apela aos leitores que respeitem o seu estatuto editorial, promovam a discussão construtiva e combatam o insulto. O Negócios reserva-se ao direito de editar, apagar ou mesmo modificar os comentários dos seus leitores se atentarem contra o bom senso e seriedade.O acesso a todas as funcionalidades dos comentários está limitada a leitores registados e a Assinantes.
comentar
pub
pub
pub
pub