Bolsa Perdas na energia ofuscam firmeza da Amazon

Perdas na energia ofuscam firmeza da Amazon

As principais bolsas dos EUA negociaram em terreno misto na sessão desta segunda-feira, mas sem oscilações expressivas. Os ganhos da Amazon foram contrabalançados pela queda dos títulos das energéticas e das fabricantes de chips electrónicos.
Perdas na energia ofuscam firmeza da Amazon
Carla Pedro 27 de novembro de 2017 às 21:08

O Standard & Poor’s 500 fechou a ceder 0,04% para 2.601,43 pontos, ao passo que o Dow Jones somou 0,10% para 23.580,78 pontos.

 

Também o tecnológico Nasdaq Composite terminou no vermelho, a resvalar 0,15% para 6.878,52 pontos.

 

As descidas foram, assim, pouco acentuadas, pelo que os principais índices bolsistas do outro lado do Atlântico continuam a negociar em níveis próximos dos seus recentes máximos históricos.

 

A Amazon continuou a ganhar terreno e a animar sobretudo o sector tecnológico, mas o seu efeito na negociação geral foi travado pela queda dos títulos da energia e das fabricantes de chips electrónicos.

 

As acções da retalhista online terminaram a subir 0,83% para 1.195,83 dólares, dando um impulso ao S&P 500 e ao Nasdaq. Na quinta e sexta-feira passadas, dia de Acção de Graças e Black Friday, as vendas pela Internet atingiram níveis recorde, com os consumidores a aproveitarem os grandes descontos para comprarem mais telemóveis e despacharem compras de Natal.

 

Na energia, a Chevron caiu 0,80% para 115,59 dólares e a Exxon perdeu 0,37% para 81,11 dólares, com o sector petrolífero a ser penalizado pela queda das cotações do crude nos mercados internacionais – isto a dias da reunião da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) onde se espera que seja decidido um prolongamento do actual programa de corte da produção, mas com essa expectativa agora mais debilitada devido à incerteza em torno da posição de um importante não-membro do cartel que também tem aderido a este programa: a Rússia.

 

Além disso, os investidores estiveram a digerir sólidos dados económicos que mostraram que as vendas de casas novas nos EUA dispararam em Outubro para um máximo de 10 anos, num contexto de uma robusta procura em todo o país.

 

Os investidores têm estado também atentos às perspectivas de corte de impostos, enquanto se espera pela aprovação da reforma fiscal da Administração Trump.

 

O presidente dos EUA, Donald Trump, vai reunir-se com os legisladores fiscais republicanos do Senado para delinear uma estratégia de aprovação do novo plano fiscal, isto antes do voto crucial do Senado [a Câmara dos Representantes já aprovou a sua versão] – que poderá ocorrer já na quinta-feira, segundo a Bloomberg.




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