Mercados Peter Boone: "Os últimos cinco anos foram um pesadelo"

Peter Boone: "Os últimos cinco anos foram um pesadelo"

O economista que era acusado de manipular a dívida pública portuguesa não vai a julgamento e diz que tal é uma grande notícia para "analistas financeiros de todo o mundo".
Peter Boone: "Os últimos cinco anos foram um pesadelo"
Tiago Freire 13 de Outubro de 2016 às 16:37
É, para já, o fim de cinco anos que "foram um pesadelo para a minha família e para mim". É desta forma que Peter Boone, acusado pelo Ministério Público de manipular a dívida pública portuguesa, reage ao facto de não ir a julgamento.

"Tenho orgulho no facto de conduzir o meu trabalho com integridade total e sinto-me feliz por o Tribunal ter reconhecido isso mesmo", afirma, depois de o Tribunal de Instrução Criminal ter decidido não o pronunciar pelos crimes imputados pelo Ministério Público.

"Trata-se de uma grande notícia não apenas para mim, mas também para os analistas financeiros, investidores e mercados de todo o mundo. O debate honesto e livre de questões económicas fundamentais é fundamental para o interesse de toda a comunidade. E é a razão de ser da democracia e da prosperidade", sustenta Boone, em comunicado divulgado pela sua defesa.

O Ministério Público acusava-o de fazer verdadeiras recomendações de investimento por via dos seus artigos de opinião sobre a dívida pública portuguesa, ainda antes do pedido de ajuda externa, e por no disclaimer desses artigos não fazer referência explícita a possíveis conflitos de interesse, como o facto de estar ligado à Salute Capital Management, que prestava serviços de aconselhamento de investimento em dívida pública portuguesa ao 'hedge-fund' Moore. A ligação à Salute estava explícita, mas não a relação desta com o Moore.

Ou seja, que Boone teria indirectamente beneficiado da deterioração das condições de mercado da dívida pública portuguesa, depois de ter feito artigos que teriam contribuído para essa deterioração.
 

O Ministério Público pode ainda recorrer desta decisão.



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comentários mais recentes
Anónimo Há 3 semanas


FP . CGA – 40 ANOS A ROUBAR OS TRABALHADORES E PENSIONISTAS DO PRIVADO

"Os trabalhadores que lutam, não o fazem por privilégios mas sim por direitos", diz a FP.


COMO SÃO PAGOS OS “DIREITOS” DA FP?

Através dos aumentos de impostos... que representam um corte no salário dos trabalhadores do privado (que não têm esses direitos)!

CONCLUSÃO: Os “direitos” de uns, são pagos com o SACRIFÍCIO dos outros!

POR UMA QUESTÃO DE HONRA PORTUGAL DEVE PROCESSÁ-LO Há 3 semanas

Se repararem, o facies deste escroque indica claramente quem deverá ser.
Não se trata de avaliar as pessoas pelo seu aspecto exterior, mas sim de analisar o propósito marcadamente intencional e venal do conteúdo dos seus artigos.
O ESTADO PORTUGUÊS não deve deixar de actuar contra este bandalho.

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