Trading PetroChina: O maior colapso bolsista que não tem fim à vista

PetroChina: O maior colapso bolsista que não tem fim à vista

O valor perdido em bolsa pela maior petrolífera chinesa daria para comprar todas as empresas cotadas em Itália.
PetroChina: O maior colapso bolsista que não tem fim à vista
Reuters
Mariana Adam 30 de outubro de 2017 às 12:51

Dez anos depois do primeiro dia de negociação em Xangai, a PetroChina – o produtor estatal de energia - perdeu cerca de 800 mil milhões de dólares (688 mil milhões de euros) do seu valor de mercado. É a maior queda de uma acção na história mundial, e pode piorar.  De acordo com a Bloomberg, o valor perdido em bolsa pela maior petrolífera chinesa, na última década, daria para comprar todas as empresas cotadas em Itália, por exemplo.

 

De acordo com a estimativa feita pela Bloomberg junto de vários analistas as acções da PetroChina vão cair cerca de 16% nos próximos 12 meses. Um valor que compara com um ganho médio estimado de cerca de 10% para as acções do índice CSI 300 chinês. 


Esta desvalorização histórica – a maior de sempre - está, em parte, relacionada com algumas das maiores mudanças na política económica da China dos últimos dez anos, tais como o abandono da estratégia de aposta no crescimento intensivo das commodities, bem como nas tentativas do Executivo em reprimir a especulação no mercado accionista - que esteve na base do crescimento em bolsa da PetroChina que em 2007 se transformou na primeira empresa do mundo a atingir o primeiro bilião de dólares de capitalização bolsista.

A contribuir para as grandes quedas desta empresa esteve também a desvalorização de 44% do preço do petróleo nos últimos 10 anos e os ambiciosos planos do presidente Xi Jinping para promover os carros eléctricos no curto prazo. "Vai ser um momento ainda mais difícil para Petrochina", afirmou à Bloomberh Toshihiko Takamoto, gestor da Asset Management One, com sede em Singapura.

"Porque é que alguém estaria interessado em comprar uma acção por um valor 30 vezes superior ao seu lucro?", questiona.


A queda de PetroChina foi a pior, mas não a única. O Índice de Energia CSI 300 da China caiu 73% na última década, o que faz com que o recuo de 82% da PetroChina parece menos mau. Este colapso ocorreu essencialmente no mercado chinês, a empresa negoceia igualmente no Japão e em Nova Iorque, e os resultados, embora maus nos últimos 10 anos, não foram tão negativos.

Esta segunda-feira os títulos da empresa fecharam a valorizar 2,21% na bolsa de Xangai antes da apresentação de resultados, marcada para hoje. Em Hong Kong a sessão também foi de ganhos para os títulos da empresa que avançaram 1,27% os futuros apontam para igualmente para uma tendência de subida de cerca de 1% em Nova Iorque.




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