Petróleo Petróleo acima dos 60 dólares atinge máximos de mais de dois anos

Petróleo acima dos 60 dólares atinge máximos de mais de dois anos

O petróleo negociado em Londres segue no valor mais elevado desde Julho de 2015, animado pela expectativa de que a OPEP vai prolongar os cortes na produção além de Março.
Petróleo acima dos 60 dólares atinge máximos de mais de dois anos
Bloomberg
Rita Faria 30 de outubro de 2017 às 12:15

Os preços do Brent estão a subir pela quinta sessão consecutiva e já atingiram o valor mais elevado em mais de dois anos, impulsionados pela crescente expectativa de que a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) e a Rússia vão prolongar os cortes na produção, e pelas disrupções no fornecimento do Iraque.

Isto depois de as más condições meteorológicas terem forçado o encerramento do porto turco de Ceyhan, do qual algumas exportações do país são enviadas. Em causa está o fornecimento de cerca de 264 mil barris por dia, de acordo com a Bloomberg.

Nesta altura, o Brent, negociado em Londres, valoriza 0,33% para 60,64 dólares, depois de já ter tocado nos 60,89 dólares, um valor que não era atingido desde Julho de 2015. Já o WTI, transaccionado em Nova Iorque, sobe 0,20% para 54,01 dólares, na terceira sessão consecutiva de ganhos.

O príncipe saudita Mohammed bin Salman já apoiou a extensão dos cortes na produção além de Março do próximo ano, depois de o presidente russo Vladimir Putin ter dado sinais no mesmo sentido, no início deste mês.

"O elevado nível de cumprimento do acordo da OPEP, juntamente com o crescimento da procura ao longo dos últimos meses aceleraram o reequilíbrio do mercado de petróleo", explica Giovanni Staunovo, analista do UBS, citado pela Bloomberg. "Os relatos de que a Arábia Saudita e a Rússia estão a ponderar uma extensão desempenharam um papel importante na melhoria do sentimento do mercado e na subida recente dos preços do petróleo".

Na semana passada, foi noticiado que a OPEP vai não só negociar a extensão dos actuais cortes na produção até ao final do próximo ano, como uma estratégia de saída para evitar choques no mercado aquando da retirada do seu plano de controlo da oferta.

 

Essa estratégia de saída deverá ser abordada na próxima reunião do cartel em Viena, a 30 de Novembro, ainda que o plano só deva ser conhecido em 2018.

 

O objectivo do grupo é garantir uma retirada gradual para que o mercado não seja "inundado" quando terminarem os cortes na produção, o que poderia desequilibrar novamente os níveis de oferta em relação à procura e penalizar os preços.




A sua opinião4
Este é o seu espaço para poder comentar o nosso artigo. A sua opinião conta e nós contamos com ela.
Faltam 300 caracteres
Negócios oferece este espaço de comentário, reflexão e debate e apela aos leitores que respeitem o seu estatuto editorial, promovam a discussão construtiva e combatam o insulto. O Negócios reserva-se ao direito de editar, apagar ou mesmo modificar os comentários dos seus leitores se atentarem contra o bom senso e seriedade.O acesso a todas as funcionalidades dos comentários está limitada a leitores registados e a Assinantes.
comentar
mais votado SÍTIO MUITO MANHOSO Há 2 semanas


... pois claro, com uma notícia destas informam de que vamos continuar a ser . . . ASSALTADOS ! ! !

comentários mais recentes
Anónimo Há 2 semanas

Cortes afetarão economia d mts Países , terão EUA produzir mais carvao,gás de xisto e extração de petróleo aumentando as suas reservas para poder inundar o mercado em caso da subida acentuada que está a prever-se e salvar a economia ocidental se TRUMP assim decidir e n se limitar a salvar EUA

SÍTIO MUITO MANHOSO Há 2 semanas


... we go again . . . ASSALTO Á VISTA ! ! !

Água Ráz Há 2 semanas

Quando chegar aos 100 dólares ....como chegou no tempo do Coelho ....seremos lebres na mão do Costa sempre a faturar e tudo a parar

SÍTIO MUITO MANHOSO Há 2 semanas


... pois claro, com uma notícia destas informam de que vamos continuar a ser . . . ASSALTADOS ! ! !

Saber mais e Alertas
pub