Petróleo Petróleo desliza mais de 3,5% à espera da OPEP

Petróleo desliza mais de 3,5% à espera da OPEP

A perspectiva de ausência de consenso entre os membros da OPEP sobre o corte de produção está a levar os preços do petróleo a afundarem.
Petróleo desliza mais de 3,5% à espera da OPEP
Bloomberg

O West Texas Intermediate (WTI), negociado em Nova Iorque, está a descer 3,78% para 45,30 dólares por barril. Já o Brent, transaccionado em Londres e referência para Portugal, recua 3,71% para 46,45 dólares.

 

A queda abrupta dos preços do petróleo está relacionada com a reunião da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) e com a aparente falta de acordo sobre o corte de produção do cartel.

 

Os membros da OPEP vão reunir-se esta quarta-feira, 30 de Novembro, com os investidores expectantes em relação ao desfecho deste encontro. Isto porque, a OPEP já tinha chegado a acordo sobre a necessidade de corte de produção para controlar a queda dos preços da matéria-prima.

 

Contudo, estão a ter dificuldades em chegar a acordo sobre como se cortará a produção. Nos últimos dias, o Irão e o Iraque levantaram várias dúvidas sobre os cortes e, fora da OPEP, a Rússia já fez saber que não estará presente no encontro agendado para amanhã, mas está disponível para voltar a negociar quando o cartel chegar a um acordo. 

Os cenários para a reunião da OPEP

Os membros da OPEP tentam ratificar o acordo alcançado há dois meses. Mas na véspera da reunião de Viena a incerteza continua elevada. Haverá acordo? Vai convencer os mercados? Veja os cenários.

Acordar as metas definidas na Argélia
O Deutsche Bank tem como cenário base que a OPEP ratifique o acordo alcançado na Argélia a 28 de Setembro. "Isso estabeleceria um intervalo de [produção] de 32,5 milhões a 33 milhões de barris por dia". Mas alertam que as dúvidas sobre a implementação permaneceriam se não houver uma explicação de como será distribuído o esforço, já que Irão, Líbia e Nigéria deverão ficar fora dos cortes.

Deixar cair o intervalo máximo
O cenário que provavelmente teria um maior impacto em alta nos preços seria o acordo deixar cair o patamar de 33 milhões de barris por dia, fixando a produção em 32,5 milhões. Isso, a par com as explicações ao mercado de quais as obrigações com que cada um dos 11 membros que irão cortar a produção se comprometeram. "Seria um desfecho mais construtivo", refere o Deutsche Bank.

Adiamento ou fim do acordo
Dada a incerteza e os avanços e recuos das últimas semanas, não está posta de parte a possibilidade da OPEP adiar a efectivação do acordo. Mas mesmo que as negociações sejam inconclusivas, o Deutsche Bank considera que  "a formulação mais provável seria de que o acordo seria adiado com outra reunião interina a ser agendada para os próximos meses". A Agência Internacional de Energia referiu que neste cenário os preços poderão descer. Sem acordo o Deutsche Bank estima que produção diária da OPEP suba para um recorde 34 milhões de barris por dia. Em Outubro já tinha batido máximo, em 33,83 milhões.




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mais votado Anónimo Há 1 semana


OS FP / CGA SÃO TODOS LADRÕES

O défice orçamental do OE 2017, é de 3016 milhões de Euros...

e o buraco anual das pensões dos FP / CGA em 2017, é de 4600 milhões de Euros.

CONCLUSÃO: SÓ EXISTE DÉFICE EM 2017, DEVIDO AO BURACO DA CGA!


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Anónimo Há 1 semana


OS FP / CGA SÃO TODOS LADRÕES

O défice orçamental do OE 2017, é de 3016 milhões de Euros...

e o buraco anual das pensões dos FP / CGA em 2017, é de 4600 milhões de Euros.

CONCLUSÃO: SÓ EXISTE DÉFICE EM 2017, DEVIDO AO BURACO DA CGA!


Resposta de ggova Anónimo Há 1 semana

E se fosses mamar na 5.ª pata do cavalo. Cortaram-te o RSI? És daqueles que nunca descontaste um cêntimo para a reforma e agora queres que as reformas dos FP sejam niveladas pela tua. Cada um tem o que merece.

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