Bolsa Petróleo e resultados levam Wall Street de novo aos ganhos

Petróleo e resultados levam Wall Street de novo aos ganhos

Os índices S&P 500 e o Dow Jones recuperam de duas sessões negativas no arranque das negociações em Nova Iorque. As quedas dos últimos dias levaram o índice industrial a mínimos de mais de dois meses.
Petróleo e resultados levam Wall Street de novo aos ganhos
Reuters
Paulo Zacarias Gomes 20 de abril de 2017 às 14:37
As negociações nos principais índices de Wall Street arrancaram esta quinta-feira, 20 de Abril, com ganhos impulsionados pela valorização dos preços do petróleo e expectativa de melhores resultados trimestrais, a recuperar de duas sessões de perdas para o S&P 500 e para o índice industrial.

O tecnológico Nasdaq arrancou a ganhar 0,43% para 5.888 pontos, pela segunda sessão consecutiva, enquanto o Dow Jones 0,07% para 20.418,31 pontos, recuperando de mínimos de mais de dois meses (13 de Fevereiro). O S&P 500, o mais transversal da bolsa nova-iorquina, sobe 0,24% para 2.343,70 pontos.

O preço do petróleo que negoceia em Londres ganha valor em relação aos mínimos de mais de duas semanas, com o barril a cotar nos 50,50 dólares e a valorizar 0,12%. A suportar as valorizações está a intenção sinalizada pela Arábia Saudita e Kuwait de aderirem a um prolongamento, para lá do primeiro semestre, dos cortes de produção de petróleo acordados dentro e fora do cartel da OPEP.

"Estamos a olhar para uma abertura em alta, ajudada pela recuperação dos preços do petróleo. (...) Tivemos alguns resultados fortes com mais surpresas positivas que negativas, mas na generalidade a tendência do mercado permanece negativa devido a preocupações geopolíticas," afirmou, citado pela Reuters, Peter Cardillo, da First Standard Financial.

De acordo com aquela agência noticiosa, das 57 empresas do S&P 500 que apresentaram resultados até agora, cerca de três quartos ultrapassaram as previsões dos analistas, um valor que fica acima da média dos últimos quatro trimestres, em que 71% dos resultados apresentados saíram melhore que as expectativas.

Em destaque, pela negativa, estão as acções da Verizon, que caem 2,29% para 47,82 dólares depois de os lucros (95 cêntimos de dólar por acção) e as vendas da operadora (29,8 mil milhões de dólares) terem ficado abaixo das expectativas dos analistas. As acções da Qualcomm recuam 1,32% depois de o fabricante de chips ter apresentado receitas e resultados líquidos acima do esperado.

Já a American Express soma 3,67% para 78,34 dólares, após os lucros da empresa no primeiro trimestre terem caído menos do que o mercado antecipava.

Os números semanais relativos a pedidos de subsídio de desemprego, conhecidos esta quinta-feira, reforçaram a ideia de que a maior economia do mundo está próxima do pleno emprego, com o número de pessoas a beneficiar de subsídio de desemprego a cair para mínimos de 17 anos.


O comportamento das acções nas praças norte-americanas acompanha o tom positivo deste lado do Atlântico, onde as pares europeias seguem em alta ligeira, suportadas nos títulos dos sectores bancário, automóvel e tecnológico, apesar da queda do imobiliário e das "utilities".

A condicionar as negociações continua a componente geopolítica, com a tensão nas relações EUA-Coreia do Norte e a incerteza que rodeia o resultado da primeira volta das eleições presidenciais em França, no próximo domingo, perante a possível vitória de Marine Le Pen, que defende uma desvinculação do país da Zona Euro.

(Notícia actualizada às 14:57 com mais informação)



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mais votado ABCDEF1 Há 4 dias

Vivo indignado com esta espécie de país de monhés e becas. Que nojo...

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Vivo indignado com esta espécie de país de monhés e becas. Que nojo...

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