Mercados Petróleo e Trump penalizam Wall Street

Petróleo e Trump penalizam Wall Street

Os principais mercados accionistas norte-americanos fecharam em baixa, com os três maiores índices a registarem a queda mais acentuada desde as eleições presidenciais de 8 de Novembro. A pressionar estiveram os títulos da energia, devido à queda do petróleo, e também os receios em torno das decisões de Trump relativamente à imigração e ao comércio.
Petróleo e Trump penalizam Wall Street
Reuters
Carla Pedro 30 de janeiro de 2017 às 21:49

Os grandes índices de Wall Street já se distanciaram dos máximos históricos estabelecidos na semana passada. As decisões e ordens executivas do presidente Donald Trump têm estado a suscitar receios, algumas delas valendo ao republicano muitas demonstrações de protesto um pouco por todo o lado.

 

Os investidores estão especialmente atentos a esta evolução, uma vez que estava prometido que Trump começaria por visar medidas de fomento do crescimento económico. Em vez disso, o presidente tem-se focalizado no comércio e imigração – com a comunidade muçulmana sob forte escrutínio – e não há grande clareza relativamente aos impostos e à reforma das empresas, refere a Bloomberg.

 

Apesar de Donald Trump ter hoje prometido, uma vez mais, regulações que poderão ser benéficas para o sector financeiro, o mercado ficou de pé atrás e as acções da banca estiveram em queda – tendo esta categoria registado, agregadamente, a maior descida desde 17 de Janeiro.

 

Por outro lado, a desvalorização dos preços do petróleo na sessão desta segunda-feira acabou por pesar nos títulos da energia, contribuindo também para o movimento negativo em Wall Street.

 

O índice industrial Dow Jones encerrou a ceder 0,61%, para 19.997,13 pontos, depois de na quarta-feira da semana passada ter pela primeira vez na sua história atingido o marco dos 20.000 pontos – patamar esse que foi superado e que só hoje foi perfurado em baixa. Durante a sessão, o Dow Jones chegou a estar a perder 1,11%.

 

O Standard & Poor’s 500 seguiu a mesma tendência, tendo fechado a recuar 0,60% para 2.280,90 pontos, isto depois de ter chegado a cair 1,16% na negociação intradiária.

 

Também o tecnológico Nasdaq Composite acompanhou a tónica negativa, tendo terminado o dia a descer 0,83% para 5.613,71 pontos – a meio da sessão chegou mesmo a depreciar-se 1,45%.

 

Desde as eleições presidenciais norte-americanas de 8 de Novembro que os índices bolsistas do outro lado do Atlântico não registavam uma queda tão acentuada. Os bons resultados das empresas, nesta época de apresentação de contas, têm contribuído para o optimismo.

 

Das 219 cotadas do S&P 500 que já apresentaram os resultados trimestrais, 73% superou as estimativas dos lucros. Falta ainda conhecer os números de empresas como a Apple (que apresenta já amanhã, depois do fecho das bolsas dos EUA), Facebook e Amazon.




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