Petróleo Petróleo em máximos de dois meses e meio com menos stocks nos EUA e maior procura

Petróleo em máximos de dois meses e meio com menos stocks nos EUA e maior procura

O cartel voltou a aumentar a produção em Julho, mas reviu em alta as perspectivas de procura mundial de petróleo. Nos EUA, onde se estima que a produção continue a aumentar, a redução de stocks semanais de petróleo sustenta os ganhos no preço do barril.
Petróleo em máximos de dois meses e meio com menos stocks nos EUA e maior procura
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Paulo Zacarias Gomes 10 de agosto de 2017 às 13:03

O valor do barril de petróleo já esteve a cotar esta quinta-feira em Londres em máximos de 25 de Maio, depois de conhecida uma nova queda nos inventários nos EUA e da revisão em alta da procura mundial por parte da OPEP, embora a produção do cartel tenha voltado a aumentar no mês passado.

De acordo com os dados da organização, conhecidos no relatório mensal divulgado esta quinta-feira, 10 de Agosto, os membros do cartel produziram em média 32,87 milhões de barris de petróleo no mês passado, um aumento de 172,6 mil barris por dia. Apesar dos cortes de produção acordados entre países pertencentes e exteriores ao cartel, a produção conjunta dos 14 países-membros da OPEP aumentou em Julho pelo terceiro mês consecutivo.


A suportar estas subidas estiveram aumentos de produção por parte da Líbia, Nigéria (isentos dos cortes) e Arábia Saudita, ao passo que Iraque, Venezuela e Angola registaram diminuição. No caso dos sauditas, os maiores produtores do cartel, a produção ficou pelo segundo mês ligeiramente acima do limite de 10 milhões de barris por dia.  


Os 32,87 milhões de barris produzidos por dia em Julho ficam 500 mil unidades acima dos 32,42 milhões de procura diária estimada para a produção da OPEP durante este ano, acrescenta o relatório. Os cortes acordados apontam para uma meta de produção de 32,5 milhões de barris por dia.


No global (incluindo produção OPEP e extra-cartel) a oferta mundial de petróleo cresceu em 170 mil barris, para uma média de 97,3 milhões de barris. Já a procura mundial foi revista em alta, em 110 mil barris por dia, para uma média de 96,49 milhões diários durante este ano (mais 1,37 milhões de barris/dia que em 2016).


Em Londres, o preço por barril de petróleo já chegou a transaccionar nos 53,33 dólares, a valorizar 1,2% na sessão desta quinta-feira, em máximos de 25 de Maio (ou dois meses e meio, sessão em que atingiu os 54,67 dólares.


Nos Estados Unidos, a unidade West Texas Intermediate já ganhou 0,85% para 49,98 dólares, em máximos do início do mês, depois de se saber que os inventários de petróleo nos EUA se encurtaram em 6,45 milhões de barris, quase três vezes mais do que o esperado pelos analistas sondados pela Bloomberg.  


O acordo estabelecido em Novembro passado pelas 21 nações (OPEP e fora do cartel) para travar a produção mundial de petróleo e assim suportar a subida dos preços, passa por um objectivo comum de cortar a saída de 1,8 milhões de barris de petróleo por dia, a partir de Janeiro e em relação aos valores praticados em Outubro passado. O acordo foi entretanto estendido por mais nove meses, até Abril do ano que vem.


Para este ano, e entre os países exteriores ao cartel, a OPEP estima um crescimento de 5,11% na produção dos Estados Unidos e de 2,92% na América Latina, com a produção na China a cair 2,91%. No total, o fornecimento de petróleo a partir de países extra-OPEP deverá crescer 1,36% este ano, menos 0,05 pontos percentuais que na última estimativa.




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