Petróleo Petróleo inverte para ganhos com declarações de ministro saudita

Petróleo inverte para ganhos com declarações de ministro saudita

Khalid al-Falih, ministro saudita da Energia, disse que a OPEP vai abordar o cumprimento dos cortes na produção acordados entre os membros do cartel e produtores fora dele.
Petróleo inverte para ganhos com declarações de ministro saudita
Reuters
Rita Faria 24 de julho de 2017 às 11:42

O petróleo, que negociava em queda ao início da manhã, já inverteu para terreno positivo, impulsionado pelas declarações do ministro saudita Khalid al-Falih (na foto, à direita), que apelou ao cumprimento dos cortes na produção acordados entre a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) e 11 produtores fora do grupo.

 

Depois de duas sessões consecutivas de perdas, o West Texas Intermediate (WTI), negociado em Nova Iorque, ganha 0,13% para 45,83 dólares, enquanto o Brent, transaccionado em Londres, sobe 0,23% para 48,17 dólares.

 

Numa reunião da comissão que monitoriza o cumprimento dos cortes na produção que foram acordados no ano passado, a Arábia Saudita garantiu que o grupo abordará rapidamente o fraco cumprimento das reduções na oferta por parte de alguns membros da OPEP, e o aumento da produção da Nigéria e Líbia, países que ficaram isentos dos cortes.

 

"Temos de reconhecer que o mercado ficou com uma tendência de baixa devido a uma série de factores, que motivou esse sentimento", afirmou o ministro da Energia Khalid al-Falih. Além da Arábia Saudita, a comissão, conhecida como JMMC, inclui também a Rússia, o Kuwait, a Venezuela, a Argélia e Omã.

 

Falih disse ainda que o cumprimento mais fraco do acordo por parte de alguns membros da OPEP e o aumento das exportações do grupo estão a penalizar os preços. A Arábia Saudita e o Kuwait fizeram uma redução maior da sua oferta do que haviam prometido, enquanto outros países, como os Emirados Árabes Unidos e o Iraque revelaram uma fraca adesão aos limites acordados.

 

"Embora a conformidade com o acordo de produção permaneça (…) em níveis elevados, alguns países continuam aquém, o que é uma preocupação que devemos abordar daqui para a frente", disse Falih.

 

A Líbia tem produzido mais de 1 milhão de barris por dia - abaixo da sua capacidade de 1,4 a 1,6 milhões - enquanto a Nigéria também impulsionou a sua oferta. Em conjunto, os dois países aumentaram a sua produção em cerca de 700 a 800 mil barris por dia desde o acordo firmado entre os membros da OPEP.




A sua opinião0
Este é o seu espaço para poder comentar o nosso artigo. A sua opinião conta e nós contamos com ela.
Faltam 300 caracteres
Negócios oferece este espaço de comentário, reflexão e debate e apela aos leitores que respeitem o seu estatuto editorial, promovam a discussão construtiva e combatam o insulto. O Negócios reserva-se ao direito de editar, apagar ou mesmo modificar os comentários dos seus leitores se atentarem contra o bom senso e seriedade.O acesso a todas as funcionalidades dos comentários está limitada a leitores registados e a Assinantes.
comentar
pub