Petróleo Petróleo sobe 3% para máximos de três semanas

Petróleo sobe 3% para máximos de três semanas

A matéria-prima está a reagir à garantia da Arábia Saudita de que vai colocar um tecto nas exportações de crude. Em Londres, o Brent já supera os 50 dólares.
Petróleo sobe 3% para máximos de três semanas
Reuters
Rita Faria 25 de julho de 2017 às 18:26

O petróleo está a acentuar os ganhos nos mercados internacionais, impulsionado pela garantia da Arábia Saudita – o maior produtor da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) – de que vai colocar um tecto nas exportações de crude.

Em Nova Iorque, o West Texas Intermediate (WTI) está a negociar mesmo no valor mais alto desde 6 de Julho, com uma subida de 3,22% para 47,83 dólares. Já em Londres, o barril de Brent ganha 2,98% para negociar nos 50,05 dólares, um valor próximo de máximos de três semanas.

Esta evolução acontece depois de, já ontem, a matéria-prima ter valorizado mais de 1%, animado pelas declarações do ministro da Energia e da Indústria da Arábia Saudita, Khalid al-Falih, de que o país vai colocar um tecto de 6,6 milhões de barris nas exportações de crude já a partir de Agosto.

Em contrapartida, a comissão permitiu que a Nigéria e a Líbia – que ficaram isentos dos cortes – continuem a aumentar a sua produção, abrandando a recuperação do mercado.

Segundo o ministro saudita, porém, o seu país não vai agir sozinho na tarefa de reequilibrar o mercado desta matéria-prima, e outros produtores devem melhor o seu nível de implementação dos cortes acordados no final do ano passado.

 

A contribuir para esta valorização estão ainda os sinais de que o crescimento da produção nos Estados Unidos está a abrandar. Segundo a Bloomberg, a Halliburton e a Anadarko Petroleum sinalizaram que o investimento na produção de petróleo de xisto poderá estar a sucumbir à descida dos preços da matéria-prima.

São duas notícias que contribuem para aliviar os receios relacionados com o excedente no mercado, e que provocaram, recentemente, fortes quedas dos preços do petróleo.

Amanhã serão conhecidos os dados da Administração de Informação de Energia dos Estados Unidos sobre as reservas de crude norte-americanas que, de acordo com as estimativas da Bloomberg, deverão ter diminuído em 3,1 milhões de barris na semana passada.  




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