Petróleo Petróleo sobe após Rússia e Arábia Saudita defenderem prolongamento dos cortes até Março de 2018

Petróleo sobe após Rússia e Arábia Saudita defenderem prolongamento dos cortes até Março de 2018

"O acordo precisa de ser prolongado dado que não vamos atingir o objectivo fixado para os inventários no final de Junho", disse Khalid Al-Falish após o encontro com o russo Alexander Novak.
Petróleo sobe após Rússia e Arábia Saudita defenderem prolongamento dos cortes até Março de 2018
Reuters
Nuno Carregueiro 15 de maio de 2017 às 08:36

Os preços do petróleo arrancaram a semana a valorizar cerca de 2%, em reacção ao compromisso da Rússia e da Arábia Saudita em prolongarem os cortes na produção da matéria-prima até Março de 2018.

 

O Brent, que negoceia em Londres, avança 1,97% para 51,84 dólares por barril, enquanto em Nova Iorque o WTI soma 2,05% para 48,82 dólares.

 

Numa conferência de imprensa conjunta com o seu homólogo russo, o ministro da Energia da Arábia Saudita afirmou que é necessário manter os actuais volumes de produção até ao primeiro trimestre do próximo ano, para que seja atingido o objectivo de os inventários da matéria-prima ficarem na média dos últimos cinco anos.

 

A Arábia Saudita e a Rússia são os maiores produtores entre os países que no ano passado assinaram um acordo histórico para cortar a produção de petróleo de forma a travar a queda nos preços. Este tinha como duração o final do primeiro semestre e apesar de ambos os países já terem sinalizado que eram favoráveis a um prolongamento do prazo, este compromisso agora revelado está a ter impacto nas cotações.

 

"O acordo precisa de ser prolongado dado que não vamos atingir o objectivo fixado para os inventários no final de Junho", disse Khalid Al-Falih após o encontro com o russo Alexander Novak, acrescentando que "chegamos à conclusão que provavelmente será melhor terminar os cortes no final do primeiro trimestre".

 

Este compromisso será levado pelos dois países à reunião da OPEP que terá lugar ainda este mês em Viena entre os membros do cartel e outros países produtores de petróleo que também fizeram parte do acordo em Novembro do ano passado.

 

"As consultas preliminares indicam que estão todos comprometidos" com a manutenção dos cortes de produção e nenhum país quer sair do acordo, disse o ministro russo.

 

O acordo prevê o corte de 1,2 milhões de barris na produção diária de petróleo por parte dos membros da OPEP e de mais 600 mil por outros países fora do cartel. Parte do efeito destes cortes foi anulado pelo aumento da produção nos Estados Unidos, que atingiu um máximo desde 2015. Ainda assim, as reservas desceram nas últimas cinco semanas face a níveis recorde.

 




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