Petróleo Petrolíferas ganham mais agora do que quando petróleo estava nos 100 dólares

Petrolíferas ganham mais agora do que quando petróleo estava nos 100 dólares

Os preços do petróleo, desde o pico alcançado em 2014, têm vindo a descer para cerca de metade. Ainda que as petrolíferas preferissem que o petróleo estivesse nos 100 dólares, a verdade é que souberam adaptar-se a esta nova realidade. E as contas até são mais favoráveis.
Petrolíferas ganham mais agora do que quando petróleo estava nos 100 dólares
Ana Laranjeiro 02 de agosto de 2017 às 11:38

Não é propriamente um segredo que os preços do petróleo têm vindo a baixar, custando agora o barril cerca de metade do que custava em 2014. Vários países, produtores da matéria-prima, tiveram de fazer ajustes no seu orçamento devido à quebra das receitas oriundas do "ouro negro". A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) assinou no final do ano passado um acordo para reduzir a produção da matéria-prima com o objectivo de tentar travar o excesso de oferta e, por conseguinte, tentar impulsionar a cotação do barril. Um acordo que vai prolongar-se até ao final do primeiro trimestre de 2018.

 

E as petrolíferas? A verdade é que as empresas europeias deste sector fizeram mais dinheiro nos primeiro seis meses deste ano – época em que o barril de Brent esteve, em média, nos 52 dólares – do que no primeiro semestre de 2014, quando os preços do barril rondavam os 109 dólares, de acordo com um estudo desenvolvido pelo Goldman Sachs Group, citado pela Bloomberg.

 

Gigantes do sector, como a BP e como a Royal Dutch Shell, tiveram de adaptar-se a cotação mais baixa da matéria-prima e, por isso, implementaram algumas medidas como o cortes de custos e melhorias nas operações, referem os analistas do banco de investimento, numa nota publicada esta quarta-feira, 2 de Agosto.

 

É que quando a cotação do petróleo era elevada, os líderes das empresas faziam com que os projectos que tinham em mãos ultrapassassem os objectivos delineados inicialmente, o que provocava atrasos, custos excessivos e ineficiência, refere o banco. Muitos desses projectos passaram agora para o online, gerando mais receitas, enquanto as empresas apertam o cinto e desinvestem em alguns activos.

 

"Simplificação, padronização e a deflação estão a reposicionar a indústria do petróleo para melhores rentabilidades e geração de cash no ambiente actual do que em 2013/2014, quando os preços do petróleo estavam acima dos 100 dólares por barril", adiantam os analistas.

 

Além disso, apontam os analistas, as grandes empresas petrolíferas europeias geraram entre Abril e Junho dinheiro suficiente para cobrir 91% das suas despesas de capital e dividendos.




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comentários mais recentes
Anónimo 02.08.2017

Na cabeça do excedentário de serviço ...tem tudo que ser despedido... é a história do cavalo do inglês quando tinha deixado de comer acabou por morrer...

SÍTIO MUITO MANHOSO 02.08.2017


... ACHO QUE ROUBAM MAIS DO QUE O QUE GANHAM !!!

ACHO QUE ESTE SERIA O TÍTULO ASSIM SERIA O CORRECTO ! ! !

Anónimo 02.08.2017

Investiram em bens de capital com elevada incorporação de novas tecnologias e despediram colaboradores excedentários cujo oneroso posto de trabalho se tornou injustificável. A empresa, os colaboradores não excedentários e os accionistas ficaram a ganhar. Os consumidores também, não fossem em muitos casos os impostos que os Estados, cheios de excedentários, cobram sobre os produtos petrolíferos reduzindo o excedente do consumidor.

Anónimo 02.08.2017

De repente ficaram apertadas e suspenderam os pagamentos de favores... quando fôr preciso pagar novamente o barril sobe para 75... basta começarem a reconstruir a síria para ser preciso que todos paguem a obra...

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