Bolsa Pharol e BCP sustentam ganhos em Lisboa

Pharol e BCP sustentam ganhos em Lisboa

A praça portuguesa terminou o dia com ganhos ligeiros, à semelhança das pares europeias. Ainda assim, as acções do Velho Continente terminaram em máximos de dois meses, beneficiadas pela banca, energia e sector automóvel.
Pharol e BCP sustentam ganhos em Lisboa
Pedro Catarino/CM
Paulo Zacarias Gomes 21 de setembro de 2017 às 16:42
As negociações na praça bolsista portuguesa saldaram-se por um balanço ligeiramente positivo esta quinta-feira, 21 de Setembro, com a Pharol a ganhar mais de 5% perante interesse de investidores chineses na Oi e o BCP a acompanhar os ganhos no sector financeiro na Europa.

O PSI-20 fechou a valorizar 0,19% para 5.305,98 pontos, com 10 títulos em alta e oito em queda, sendo contudo a valorização insuficiente para recuperar da queda de ontem que tinha posto fim a oito sessões consecutivas de ganhos.

A Pharol terminou a ganhar 5,81% para 0,346 euros, depois de ser divulgado pela brasileira Exame o interesse dos chineses da China Mobile na operadora Oi, de que a empresa portuguesa é accionista de referência, tendo havido contactos entre o regulador, a empresa chinesa e um banco. Ao longo da sessão a Pharol chegou a ter a maior valorização intradiária desde 15 de Agosto e terminou em máximos de cinco meses (18 de Abril).
 
Com o sector financeiro a contribuir para parte dos ganhos na Europa, o BCP acompanhou a tendência e terminou a subir 1,32% para 0,231 euros. A ajudar aos ganhos estiveram ainda a Sonae Capital (mais de 3%), a Navigator, a Galp e os CTT.

As valorizações da empresa postal (0,12% para 5,096 euros) aconteceram apesar de ter sido aprovado, em Conselho de Ministros, do uso de notificações electrónicas a advogados e defensores oficiosos em processo penal, que poupará 1,7 milhões de euros por ano no envio do correio postal. 

Em sentido contrário estiveram as quedas do universo EDP, da REN, Nos e do sector do retalho, com Sonae e Jerónimo Martins, no dia em que foi conhecida a detenção de um alto quadro da empresa dona da Ara na Colômbia, por suspeitas de corrupção. A maior queda do dia no índice, de 1,28%, coube à Mota-Engil, para 2,926 euros.

No Velho Continente as acções terminaram em máximos de dois meses, apoiadas além do sector financeiro também nos avanços do sector automóvel e das empresas energéticas, apesar dos avanços do euro penalizarem as exportadoras e da descida do preço do petróleo em Nova Iorque e Londres.

A enquadrar as negociações internacionais está a decisão de ontem da Reserva Federal começar a reduzir o balanço das aquisições de dívida em Outubro, o anúncio de novas sanções à Coreia do Norte previsto para hoje por parte de Donald Trump, bem como a proximidade das eleições alemãs e a descida do rating da China por parte da S&P devido ao aumento da dívida.

Em Espanha mantém-se o impasse quanto à marcação do referendo independentista para 1 de Outubro na Catalunha, com a bolsa de Madrid a negociar na linha de água.

(Notícia actualizada às 16:47 com mais informação)



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