Bolsa Pharol volta a afundar e cai mais de 20% esta semana

Pharol volta a afundar e cai mais de 20% esta semana

As acções da Pharol continuam em queda livre, descendo mais de 6% esta sexta-feira, ainda a reflectir a incerteza em torno da Oi, operadora onde detém cerca de 27% do capital.
Pharol volta a afundar e cai mais de 20% esta semana
Miguel Baltazar
Sara Antunes 15 de dezembro de 2017 às 09:51

As acções da Pharol descem 6,59% para 0,241 euros esta sexta-feira, 15 de Dezembro, elevando para 20,5% a queda da semana – a mais pronunciada entre os 18 títulos que compõem o PSI-20.

 

A queda acentuada das acções da Pharol surgiu na quarta-feira, 13 de Dezembro, depois de conhecido a nova versão do plano de recuperação judicial da brasileira Oi, detida em 27% pela empresa liderada por Palha da Silva. E desde então, em três sessões bolsistas, as acções da Pharol afundaram 22,8%, o que corresponde, em termos de capitalização bolsista, a menos 63,6 milhões de euros.

 

Este comportamento da antiga PT SGPS está relacionado com a quinta versão do plano de recuperação da Oi, apresentado esta semana, e que parece ser o final e que terá um impacto significativo nas participações dos actuais accionistas. A nova versão do plano de recuperação judicial vai permitir que a Oi reduza em 50% o valor da dívida, e caso a proposta seja aprovada na próxima semana, os credores vão controlar 75% do capital da operadora, com os actuais accionistas a sofrerem uma forte diluição das suas participações, incluindo a Pharol.

 

A elevada incerteza sobre o futuro da Oi e do peso da Pharol na empresa brasileira – que Palha da Silva já tinha admitido perder algum – tem sido a principal justificação para a descida das acções.

 

Sendo que os dias têm sido movimentados, trocando de mãos mais acções do que o normal. Esta sexta-feira, cerca de 15 minutos antes das 10:00, já trocaram de mãos mais de 5,7 milhões de acções da Pharol, o que compara com a média de 5,79 milhões de títulos negociados por dia nos últimos seis meses. Na sessão de ontem mudaram de mãos mais de 15,5 milhões de acções e na quarta-feira transaccionaram em bolsa mais de 27,8 milhões. 




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