Bolsa Plano fiscal de Trump pressiona Wall Street. Tesla tentou, mas não salvou o dia

Plano fiscal de Trump pressiona Wall Street. Tesla tentou, mas não salvou o dia

A subida de ontem dos principais índices bolsistas norte-americanos foi sol de pouca dura. Os investidores largaram as tecnologias e viraram-se de novo para a reforma fiscal da Administração Trump, ainda envolta em muitas incertezas.
Plano fiscal de Trump pressiona Wall Street. Tesla tentou, mas não salvou o dia
Reuters
Carla Pedro 17 de novembro de 2017 às 21:06

O Standard & Poor’s 500 encerrou a ceder 0,26% para 2.578,86 pontos e o Dow Jones recuou 0,43% para 23.358,24 pontos.

 

Por seu lado, o tecnológico Nasdaq Composite fechou a desvalorizar 0,15% para 6.793,29 pontos, depois de ontem ter atingido um novo máximo histórico nos 6.782,79 pontos.

 

Ontem, foi o sector tecnológico que mais puxou pelas bolsas do outro lado do Atlântico, especialmente devido aos bons resultados da Cisco, mas hoje os investidores voltaram a centrar as atenções no plano fiscal prometido por Trump e isso abalou a confiança dos mercados.

 

Os intervenientes de mercado mostram-se muito cépticos quanto à capacidade de o partido republicano do presidente Donald Trump ser bem sucedido nos seus esforços para reformar a legislação fiscal do país ainda este ano.

 

Ontem, o anúncio de que a Câmara dos Representantes dos EUA viabilizou a proposta de reforma fiscal da Administração Trump trouxe alguma esperança, mas a convicção geral é de que a reforma não estará aprovada em 2017. Falta agora saber como correrá no Senado, que na semana passada mostrou vontade de adiar para o próximo ano o plano de corte de impostos.

 

A Tesla foi um dos grandes destaques do dia, pela positiva. A fabricante norte-americana de veículos eléctricos, liderada por Elon Musk, apresentou ontem à noite na Califórnia (madrugada de sexta-feira em Lisboa) o seu esperado primeiro camião eléctrico, o Semi. Mas afinal havia mais algo a anunciar, o que constituiu uma grande surpresa: o Tesla Roadster, o carro desportivo mais rápido de sempre.

 

Diz a Reuters que, com estes dois novos produtos, a Tesla poderá ter de pedir mais capital aos seus credores e accionistas, de modo a desenvolver o Semi e o Roadster. Já a Bloomberg diz que a Tesla, com estes dois novos bebés, assustou a restante indústria automóvel. Isto porque o carro que tem o estatuto de ser o mais rápido ganha muitos adeptos… e compradores, sendo alvo de cobiça na própria indústria das corridas de automóveis.

 

A beneficiar do bom acolhimento que tiveram estes novos produtos, a Tesla encerrou a sessão de hoje a somar 0,82% para 315,05 dólares.




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