Obrigações Portugal consegue juros mais negativos em emissão de curto prazo

Portugal consegue juros mais negativos em emissão de curto prazo

Nos leilões desta quarta-feira, o IGCP levantou os 1.250 milhões de euros máximos previstos, conseguindo baixar o custo de financiamento uma vez mais, com as taxas de juro ainda mais negativas. A procura também aumentou.
Portugal consegue juros mais negativos em emissão de curto prazo
Bruno Simão
Paulo Zacarias Gomes 18 de outubro de 2017 às 10:59

Portugal voltou a renovar mínimos recorde nos juros a pagar nos leilões de curto prazo desta quarta-feira, 18 de Outubro, levantando o valor máximo previsto (de 1.250 milhões de euros) e com a procura a aumentar em relação às operações anteriores, naquela que foi a primeira ida aos mercados depois da entrega da proposta de Orçamento do Estado no Parlamento.

De acordo com os dados da Bloomberg, no leilão a três meses o Estado colocou 300 milhões de euros com uma taxa de -0,389%. Um valor ainda mais negativo, considerando que no último leilão no mesmo prazo a taxa média ponderada tinha sido de -0,348%.  A procura superou em 4,55 vezes a oferta, contra 3,95 vezes na operação de 16 de Agosto.

Já no prazo a 11 meses foram levantados 950 milhões de euros com uma taxa associada de -0,325%, contra os -0,291% do leilão de há dois meses no mesmo prazo. A procura, neste caso, superou em 1,75 vezes a oferta.

O Estado tinha previsto arrecadar entre 1.000 e 1.250 milhões de euros, tendo levantado o valor máximo do intervalo. 

Os leilões desta quarta-feira ocorrem num período marcado por baixas taxas de juro no mercado secundário, que no caso do prazo de referência (10 anos) alcançaram na semana passada um mínimo de dezembro de 2015 (2,286%).

O mínimo foi registado a 13 de Outubro, dia em que o Governo entregou a proposta de OE e em que surgiram notícias que dão conta da possibilidade de o Banco Central Europeu (BCE) prolongar o programa de compra de activos (incluindo dívida soberana) pelo menos durante os próximos nove meses, mesmo que esteja a ponderar reduzir o valor mensal das compras a metade, para 30.000 milhões de euros.

O BCE deverá analisar o ritmo de redução de estímulos na reunião da próxima semana.


(Notícia actualizada às 11:44 com mais informação)



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mais votado Anónimo Há 3 horas

Nas economias mais avançadas investem muito mais em empresas, negócios e ideias potencialmente comercializáveis no mercado global. Em Portugal investem em dívida pública e mais nada. Se somarmos a esta triste e preocupante realidade o facto indesmentível de que o sector público é despesista por via do excedentarismo e falta de transparência, e que o sector bancário sobredimensionado e continuamente resgatado pela dívida pública alimenta e alimenta-se desse despesismo num ciclo ruinoso sem fim, podemos dizer que isto diz muito sobre o estado de indigência a vários níveis atingido por este país e as verdadeiras causas da crise portuguesa.

comentários mais recentes
Anónimo Há 4 semanas

Bastou o cheiro a morte para o ANÓNIMO DOS EXCEDENTÁRIOS sair do buraco que se enfiou durante uns meses!!

Enfim, um ABUTRE que só sobrevive graças às desgraças alheias.

Bem vindo de volta Urubu.

Anónimo Há 1 hora

Em organizações públicas e privadas do mundo mais desenvolvido, no âmbito da gestão das organizações faz-se gestão de recursos humanos (GRH). Sem GRH, nem criação de valor ocorre nem elevação dos rendimentos de colaboradores não excedentários se dá, uma vez que os excedentários, por definição, limitam-se a extrair valor. Economias com GRH enriquecem e desenvolvem-se de forma sustentável. Ser excedentário não significa por si só que se seja criminoso ou mesmo incompetente. Ser excedentário é como estar na condição de desempregado mas a ser suportado por uma organização que emprega o desempregado. O desempregado e o excedentário são apenas uma oferta sem procura, e isso não é crime, crime é não fazer GRH. O desempregado, sem procura no mercado laboral onde oferece trabalho. O excedentário, sem procura numa dada organização empregadora que tem que o suportar prejudicando a persecução da sua missão, visão e propósito. Ambos são um problema do Estado de Bem-Estar Social e não do empregador.

Anónimo Há 3 horas

Nas economias mais avançadas investem muito mais em empresas, negócios e ideias potencialmente comercializáveis no mercado global. Em Portugal investem em dívida pública e mais nada. Se somarmos a esta triste e preocupante realidade o facto indesmentível de que o sector público é despesista por via do excedentarismo e falta de transparência, e que o sector bancário sobredimensionado e continuamente resgatado pela dívida pública alimenta e alimenta-se desse despesismo num ciclo ruinoso sem fim, podemos dizer que isto diz muito sobre o estado de indigência a vários níveis atingido por este país e as verdadeiras causas da crise portuguesa.