Obrigações Portugal emite dívida de curto prazo a taxas ainda mais negativas

Portugal emite dívida de curto prazo a taxas ainda mais negativas

O IGCP colocou hoje 1.750 milhões de euros em títulos de dívida de curto prazo, com as taxas a renovarem mínimos históricos.
Portugal emite dívida de curto prazo a taxas ainda mais negativas
Bruno Simão
Nuno Carregueiro 17 de janeiro de 2018 às 10:39

Portugal obteve hoje 1.750 milhões de euros em bilhetes do tesouro a 6 e 12 meses, conseguindo taxas ainda mais negativas face aos leilões anteriores.

 

O IGCP colocou 500 milhões de euros em bilhetes do Tesouro a seis meses com uma taxa de -0,425%, abaixo dos -0,4% do leilão anterior.

 

Em bilhetes do Tesouro (BT) a 12 meses foram colocados 1.25 mil milhões de euros, com uma "yield" de -0,398%, que compara de forma favorável com a taxa de -0,349% registada no último leilão, realizado a 15 de Novembro.

 

O instituto liderado por Cristina Casalinho conseguiu assim novos mínimos históricos nas taxas de financiamento na emissão de dívida de curto prazo, não se sentido para já qualquer efeito da expectativa de retirada dos estímulos monetários por parte do Banco Central Europeu, de forma mais célere do que o previsto.

 

Nos BT com maturidade em Julho de 2018 a procura superou a oferta em 2,19 vezes, o que se situa abaixo da taxa do leilão de Novembro (2,91 vezes). Nos títulos de dívida com maturidade em Janeiro de 2019 a procura foi de 1,7 vezes a oferta, o que também ficou abaixo da emissão anterior (2,1 vezes).  


"Nunca tínhamos conseguido emitir dívida de curto prazo com taxas tão negativas. É uma excelente notícia, porque isso significa redução dos custos de financiamento do país", diz Filipe Silva, diretor da gestão de ativos do Banco Carregosa, lembrando que "em 2017 já tínhamos conseguido 'rolar' a dívida de curto prazo sempre com taxas mais baixas".

"Beneficiamos de toda a conjuntura favorável que temos tido nos últimos meses, desde a subida nos ratings até à aproximação das taxas portuguesas às dos outros países europeus, a chamada 'redução no spread'", acrescenta.


(notícia actualizada às 11:03 com mais informação)




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