Obrigações Portugal paga menos de 4% para se financiar a 28 anos. Juro subiu a dez anos

Portugal paga menos de 4% para se financiar a 28 anos. Juro subiu a dez anos

O Estado emitiu 1.000 milhões de euros num duplo leilão de Obrigações do Tesouro a dez e a 28 anos. O valor colocado foi o montante máximo pretendido para a operação.
A carregar o vídeo ...
Rui Barroso 12 de julho de 2017 às 10:40

O IGCP concluiu esta quarta-feira, 12 de Julho, a operação de financiamento com o prazo mais longo desde 2015. A agência liderada por Cristina Casalinho colocou 315 milhões de euros na reabertura da linha de Obrigações do Tesouro com maturidade em 2045. A taxa foi de 3,977%. O mercado antecipava que o juro desta operação rondasse os 4%. 

Em 2015, o Estado tinha realizado duas operações de financiamento a 30 anos. As taxas foram de 4,13% e 3,13%. Mas, contrariamente à emissão desta quarta-feira, ambas foram feitas com recurso a sindicatos bancários.

Já nos títulos a dez anos foram emitidos 685 milhões de euros esta quarta-feira. Mas o custo da operação subiu em relação ao último leilão comparável. Esta quarta-feira, 12 de Julho, o Estado pagou 3,085%, segundo dados citados pela Bloomberg. No mês passado tinha conseguido financiar-se a dez anos com uma taxa de 2,851%. Ainda assim, no início deste ano, o Estado pagou mais de 4,2% para se financiar neste prazo, mas numa emissão sindicada.



A subida dos juros face a Junho ocorreu após um aumento generalizado das taxas das obrigações europeias, após Mario Draghi ter referido, em Sintra a 27 de Junho, que os factores que estão a pesar na inflação são "temporários" e que "as forças deflacionistas foram substituídas por forças reflacionistas". Apesar da subida dos juros nas últimas semanas, o prémio de risco face á Alemanha tem vindo a diminuir, tendo atingido esta sessão o valor mais baixo dos últimos 18 meses.

 

A procura na linha de OT com maturidade em 2045 excedeu em 2,15 vezes a oferta. Já nos títulos a dez anos a procura foi de 1,52 vezes a oferta. Com este duplo leilão o Estado financiou-se em 1.000 milhões de euros, o montante máximo do intervalo definido para esta operação que era de entre 750 milhões e 1.000 milhões de euros.


(Notícia actualizada com mais informação)




pub